SEMEADORES DA PALAVRA DE DEUS - A PORTA DE DEUS PARA A SALVAÇÃO.


 
InícioPortalRegistrar-seLogin
Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. ” Gálatas 2:20
ESCOLA BÍBLICA
ORAÇÕES
Quem está conectado
26 usuários online :: Nenhum usuário registrado, Nenhum Invisível e 26 Visitantes :: 2 Motores de busca

Nenhum

O recorde de usuários online foi de 183 em Ter 19 Nov 2013, 18:07
Últimos assuntos
» Minuto com Deus!!!
Hoje à(s) 11:37 por Paulo Cezar

» AFINAL COMEMOREMOS O NATAL OU NÃO?
Ter 06 Dez 2016, 12:54 por Henrique

» Eu não posso viver sem ti adorar!
Seg 05 Dez 2016, 19:35 por M.Rogério

» NEEMIAS, O HOMEM MAIS IMPORTANTE DO REINO - Ne. 2.1-8. -
Seg 05 Dez 2016, 12:10 por jairo nuness

» Pedi, e dar-se-vos-á. (Mateus 7.7) DEVOCIONAL
Seg 05 Dez 2016, 09:34 por Henrique

» Deus é quem criou o diabo ?(mas sobre predestinação)
Dom 04 Dez 2016, 18:27 por B.V.

»  MOVIDOS PELA GRAÇA At.4.32-35
Dom 04 Dez 2016, 15:21 por guganic

»  Fiquei sobremodo alegre pela vinda de irmãos e pelo seu testemunho da tua verdade... DEVOCIONAL
Sex 02 Dez 2016, 09:43 por Henrique

» 30 LOUVORES QUE EDIFICAM PARA OUVIR EM 2017 - As Melhores Músicas Gospel
Qui 01 Dez 2016, 20:28 por Paulo Cezar

» Musicas Gospel para ouvir , Orar e Meditar.
Qui 01 Dez 2016, 20:27 por Paulo Cezar

» VERSICULO DO DIA
Qui 01 Dez 2016, 16:27 por Paulo Cezar

» FILHOS NUMA TERRA DISTANTE Lc. 15.11-16
Qua 30 Nov 2016, 12:29 por guganic

» Pastora Sarah Sheeva “zera” as redes sociais com post sobre seus “10 anos sem ver aquilo maravilhoso
Qua 30 Nov 2016, 08:23 por Henrique

» Frase do dia.
Ter 29 Nov 2016, 20:32 por M.Rogério

» O mal uso da internet
Ter 29 Nov 2016, 20:27 por M.Rogério

» O Evangelho não é algo a ser pregado somente aos escolhidos, mas a TODOS os homens.
Ter 29 Nov 2016, 19:59 por M.Rogério

» Dom de línguas
Ter 29 Nov 2016, 10:37 por salomão

» ESCOLA BÍBLICA, PRIMEIRA PARTE, NOVEMBRO A VIDA, A MORTE E O DEPOIS DA MORTE DO CRISTÃO.
Ter 29 Nov 2016, 07:53 por Henrique

» Escola Bíblica, Novembro. Segunda parte. A VIDA, A MORTE E O DEPOIS DA MORTE DO CRISTÃO
Ter 29 Nov 2016, 07:51 por Henrique

» A VIDA, A MORTE E O DEPOIS DA MORTE DO CRISTÃO. Comentários
Ter 29 Nov 2016, 07:40 por Henrique

»  Escola Bíblica, Novembro. Terceira parte. A VIDA, A MORTE E O DEPOIS DA MORTE DO CRISTÃO
Ter 29 Nov 2016, 07:34 por Henrique

» A origem do dia de sábado
Sex 25 Nov 2016, 20:35 por salomão

» A VERDADEIRA LIBERDADE - Para proclamar libertação aos cativos. (Lucas 4.18) DEVOCIONAL
Sex 25 Nov 2016, 10:22 por Henrique

» O ÚNICO MANDAMENTO (Jo. 2.1-11) ... DE MARIA.
Qui 24 Nov 2016, 15:53 por guganic

Navegação
______ _______ ______ ______ _______ _______ ______ _______ ______ ________
Choose Your Language
English French German Spain Italian Dutch
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
BÍBLIA EM ÁUDIO

Fórum grátis

DICIONÁRIO BÍBLICO



FIQUE POR DENTRO


imprimir uma pagina


Compartilhe | 
 

 JESUS NÃO ENSINOU A IMORTALIDADE DA ALMA

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo 
AutorMensagem
silas gomes de souza
. . .MEMBRO ESPECIAL
.   .   .MEMBRO ESPECIAL


RELIGIAO : cristianismo
Masculino Mensagens : 1628
nascido em : 21/07/1958
inscrito em : 22/11/2012
Idade : 58
Localização : SÃO PAULO - CAPITAL

MensagemAssunto: JESUS NÃO ENSINOU A IMORTALIDADE DA ALMA   Sex 19 Abr 2013, 21:19

JESUS NÃO ENSINOU A IMORTALIDADE DA ALMA

Nas palavras de Cristo em João 14:1-3 e João 5:28, 29 não há pista alguma de “almas imortais” referidas em qualquer desses textos com os Seus dizeres:

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”.

“Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”.


São bem significativas as palavras de Cristo sobre “preparar lugar” para os Seus, seguidas de Sua promessa de retorno: “virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde eu estiver, estejais vós também”. Ora, se Cristo ensinasse a imortalidade da alma iria dizer que os lugares estariam disponíveis aos salvos conforme fossem morrendo e suas almas chegassem no céu para assumi-las.

O fato de Ele relacionar o Seu retorno ao encontro com os remidos para, então, ocuparem tais moradas é altamente significativo. Simplesmente não há espaço para a noção de almas ou espíritos indo para o céu nessa fala do Salvador.

Por outro lado, o texto sobre a ressurreição de João 5:28 e 29 é antecedido por alguns comentários muito significativos de Cristo:

“Em verdade, em verdade, vos digo que vem a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem, viverão” (vs. 25).

Observem que Ele fala que “os mortos” ouvirão a voz do Filho de Deus e viverão. Neste verso específico Ele certamente se refere aos salvos, pois fala: “os que a ouvirem, viverão”.

Estas palavras não fazem sentido para quem creia na imortalidade da alma, porque os que ouvirem a voz já estão vivos, na forma de uma “alma imortal”. Os que viverão são os que estiverem nas sepulturas, não os que estejam em algum local do universo esperando esse “ouvir a voz”, para terem vida.

Se as almas é que vêm de diferentes locais, primeiro, não precisariam ouvir voz alguma para despertar—já estão muito bem despertas. E se estão despertas é por estarem vivas, e o “viverão” a elas não pode aplicar-se!

E há mais uma ponderação a considerar: Jesus diz, “os mortos ouvirão a voz. . .” Ora, se Cristo cresse na imortalidade da alma iria dizer—“as almas dos que morreram se reincorporarão e ouvirão a voz. . .”

A preocupação Dele não é com os que estão em alguma parte do espaço, mas com “os mortos”. E esses mortos são “todos os que se acham nos túmulos”. O tema no contexto é o juízo a que todos devem submeter-se—a ressurreição da vida e a do juízo.
E o Que Dizer Da Ressurreição de Lázaro?

Quando se lê o que é considerado o maior dos milagres de Cristo—a ressurreição de seu amigo Lázaro, morto já fazia quatro dias (João cap. 11)—as palavras do Salvador não deixam igualmente qualquer pista para a crença na imortalidade da alma. Senão, vejamos:

a) - Cristo diz aos discípulos que o amigo Lázaro estava “dormindo”, utilizando a metáfora do sono para falar da morte, algo muito comum nas Escrituras tanto do Velho quanto do Novo Testamento. A morte é retratada na Bíblia como um sono inconsciente (Salmo 146:4; Ecl. 9: 5, 6 10; 1 Tes. 4:13-18).

b) - Na rápida conversa que teve com as enlutadas irmãs, Cristo jamais diz algo sobre Lázaro estar desfrutando as bênçãos celestiais, mas aponta à ressurreição “no último dia” como fonte de consolação. Marta reage às palavras Dele na mesma base—confirmando sua esperança na ressurreição (João 11: 23, 24).

c) - Cristo faz a declaração magnífica e confortadora: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra viverá” (vs. 25). A ênfase não está em almas indo para o céu, mas, de novo, na ressurreição do dia final. Por isso quem aceita o Evangelho viverá, não por ter uma alma imortal, mas graças à ressurreição que resulta em imortalidade, concedida como um dom aos que crêem (2 Tim. 1:10).

d) - Quando Lázaro é trazido à vida, nada tem para contar de seu tempo “no além”. Decerto se ele tivesse algo a narrar do período em que esteve morto, o apóstolo João haveria de registrar sem hesitação. Seria tema importantíssimo e do maior interesse da comunidade de crentes. Contudo, Lázaro nenhuma informação trouxe da sua possível passagem pelo céu, porque nada teve para contar a respeito.

e) - Se Cristo tivesse trazido Lázaro do céu para voltar a sofrer sobre a Terra ter-lhe-ia feito uma maldade. Se o trouxe do inferno (improvável, pois era um seguidor do Mestre) ter-lhe-ia dado nova oportunidade de salvação, o que é antibíblico.

As palavras e atos de Cristo são coerentes com o que Ele havia dito em João 6:39: “E a vontade de quem me enviou é esta: Que nenhum Eu perca de todos os que Me deu; pelo contrário, Eu o ressuscitarei no último dia”. Tais palavras são repetidas nos vs. 40, 44 e 54. Este último verso é muito significativo: “Quem comer a Minha carne e beber o Meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”. E no vs. 58 Ele novamente acentua:

“Este é o pão que desceu do céu, em nada semelhante àquele que os vossos pais comeram, e contudo morreram: quem comer este pão viverá eternamente”. Está muito claro que Ele relaciona a posse da vida eterna com a ressurreição no último dia!

Se Cristo ensinasse a imortalidade da alma sem dúvida Suas palavras refletiriam tal noção nestas declarações, pois é incrível que deixasse de mencionar um fato tão relevante no que diz respeito ao destino dos salvos, o tema que está expondo nessas passagens.

O Estado do Homem na Morte

Está dormindo. Que a morte é um sono acorre 75 vezes nas Escrituras, sendo 47 vezes no Velho Testamento e 18 no Novo Testamento. A teologia popular procura em vão desembaraçar-se desta verdade, alegando ser uma “aparência,” mas Jesus afirma que a sono é a morte real e não a aparência dela. João 11:13 e 14.

Está na sepultura. João 5:28 e 29; Mat. 28:6; João 11:43.

Está no pó da Terra. Gên. 3:19; Sal. 22:15; Isa. 26:19; Jó 7:21; Dan. 12:2, e outros passos.

Está inconsciente, sem ação mental em absoluta inatividade. Sal. 6:5; 146:3 e 4; Ecles. 9:5,6 e 10; 3:20; Isa. 38: 18 e 19.

Não está no Céu. João 7:33 e 34; 14:1-3 (os lugares preparados a serem ocupados SÓ quando Cristo retornar); Atos 2:34

O mau não está no inferno. Está “reservado” no túmulo até o dia do juízo. Jo 21:30; II S. Ped. 2:9, e outros passos.

O homem morto, tanto bom como mau, está num mesmo lugar. Ecles. 3:20; 6:6.

O morto será despertado pelo milagre da ressurreição. Isa. 26:19; Dan. 12:2; Ezeq. 37:12; Luc. 20:37 e 38; S. João 5:28 e 29; I Cor. 15:42, 44 e 52:; I Tess. 4:16; Apoc. 20:6, 13 e outros passos.

A recompensa de cada um só será dada quando Cristo voltar. S. Mat. 16:27; Apoc. 22:14; I S. Ped. 5:4; 5. Luc. 14:14 Última parte; II Tim. 4:1, e outros passos. Os heróis da fé, que dormem desde tempos remotos, alcançarão a recompensa também nessa ocasião. Heb. 11:39 e 40. Só o que vence adquire a imortalidade. Apoc. 2:7 e 11.

“Deus de Vivos, Não de Mortos”
Esta Declaração Confirma a Imortalidade da Alma?


Alguns tomam a passagem de Mateus 22:32--“Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. . . Ele não é Deus de mortos, e, sim, de vivos. Ouvindo isto, as multidões se maravilhavam da Sua doutrina”--como “prova” irrefutável de que Jesus pregava àquela gente a idéia de imortalidade da alma.

Quando, porém, se analisa O MESMO EPISÓDIO desse diálogo de Cristo com os saduceus citando o relato idêntico redigido por Lucas, o que é um recurso inteiramente válido para análises bíblicas, percebe-se que, longe de confirmar a tese da imortalidade da alma, estes dizeres mostram o verdadeiro enfoque do ensino de Cristo a respeito do destino final do homem.

Lucas apresenta as mesmas palavras de Cristo de modo mais completo. Vejamos como se encerrou o diálogo entre Cristo e os saduceus no relatório de Lucas:

“E que os mortos hão de ressuscitar, Moisés o indicou no trecho referente à sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus de mortos, e, sim, de vivos; porque para ele todos vivem. Então disseram alguns dos escribas: Mestre, respondeste bem. Dai por diante não ousaram mais interrogá-lo”. (Lucas 20:37-40).

Vejam bem, amigos. A ênfase mais uma vez não é sobre a imortalidade da alma, mas sobre RESSURREIÇÃO! São tão claras as palavras--“e que os mortos hão de ressuscitar. . .” (vs. 37). Ora, os advogados da imortalidade da alma estariam cobertos de razão se Jesus houvesse dito: “E que os mortos vão para o céu com suas almas. . .” Mas não é isso o que Ele disse!

Ademais, observem que a própria discussão começa assim:

“Chegando alguns dos saduceus, homens que dizem não haver ressurreição. . . ” (vs. 27). E vejam, na seqüência da fala dos saduceus: “Essa mulher, pois, no dia da ressurreição, de qual deles [dos sete irmãos falecidos] será esposa?” (vs. 33). E as palavras de Cristo a certa altura: “. . . os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos. . .” (vs. 35).

Na discussão não existe A MÍNIMA pista para qualquer noção de imortalidade da alma. Os saduceus não perguntaram:

“E quando esses sete irmãos forem morrendo e suas almas forem chegando no céu. . .” Percebe-se bem que o enfoque jaz totalmente sobre a ressurreção dos mortos? E também digno de nota é o detalhe de que Cristo fala dos que hão de ser dignos de “alcançar a era vindoura [a consumação dos séculos] E A RESSURREIÇÃO DENTRE OS MORTOS”?

Esta passagem considerada globalmente, em lugar de favorecer a noção de imortalidade da alma é EXATAMENTE uma confirmação de a expectativa de vida eterna, na era vindoura, dar-se pela ressurreição dos mortos! E nesse contexto é que Cristo encerra o diálogo referindo-se a Moisés dizendo:

“E que os mortos hão de ressuscitar, Moisés o indicou . . . quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó”, para daí concluir: “Ora, Deus não é Deus de mortos, e, sim, de vivos; porque para ele todos vivem”.

E por que para Ele todos vivem? Por terem uma “alma imortal” ou por ressuscitarem dos mortos? Qual é o contexto? Qual é a ênfase? Qual é o sentido lógico lendo-se todo o conjunto dos debates e sua conclusão? Claramente, o episódio do diálogo de Cristo com os saduceus a respeito da ressurrreição dos sete irmãos e a mulher que enviuvou do primeiro, longe de comprovar a tese da imortalidade da alma, concentra-se na ressurreição dos mortos, associada ao alcance da “era vindoura”.

Tão claro é isso, que até os saduceus que queriam pegar Jesus em contradição terminaram O elogiando (“Então disseram alguns dos escribas: Mestre, respondeste bem. Dai por diante não ousaram mais interrogá-lo”). É interessante que esta não é a primeira vez que isso ocorre--os que querem arranjar um pretexto para apanhar Jesus terminam até O elogiando (ver Marcos 12:34).

A METÁFORA DO SONO PARA ILUSTRAR A MORTE

"Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento. Tanto o seu amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles daí em diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol". -- Ecl. 9:5, 6.

Salomão diz estas coisas em profunda reflexão sobre a condição dos mortos CONFIRMANDO o que havia dito antes, em 3:19-21 e CONCORDANDO com o teor global do ensino bíblico.

O que a Bíblia ensina sobre o estado dos mortos é apresentado numa porção de claros textos, e a indicação é de que estão DORMINDO. A metáfora do sono é clara indicação do entendimento dos autores bíblicos de que há total INCONSCIENCIA. Isso se confirma em inúmeros textos, como no Salmo 146:3 e 4--"Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação. Sai-lhes o espírito [ruach--fôlego vital] e eles tornam ao pó. Nesse mesmo dia perecem todos os seus desígnios [ou 'pensamentos', como na VKJ e outras versões]". E no Salmo 6:5 lemos: "Na morte não há recordação de Ti [Deus]; no sepulcro quem te dará louvores?"

Tanto no Velho quanto no Novo Testamento a morte é muitas vezes descrita como um "sono". Há várias referências de alguém que "dormiu com os seus pais" (Gên. 28:11; Deu. 31:16; 2 Sam. 7:12; 1 Reis 2:10). Começando com sua aplicação inicial a Moisés ("Eis que estás para dormir com teus pais"--Deu. 31:16), e depois com Davi ("Quando teus dias se cumprirem, e descansares com teus pais"--2 Sam. 7:12), e Jó ("Agora me deitarei no pó"--Jó 7:21), encontramos este belo eufemismo para a morte atravessando qual fio ininterrupto por toda a extensão do Velho e Novo Testamentos, findando com a declaração de Pedro de que "os pais dormem" (2 Ped. 3:4).

Diz o profeta Daniel (12:2): "Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eternos". Note-se que nesta passagem tanto os ímpios quanto os santos estão no pó da terra e ambos os grupos serão ressuscitados no final.

E eis outra profunda reflexão de Jó fazendo uma pergunta retórica: "O homem, porém, morre e fica prostrado; expira o homem, e onde está?" (Jó 14:10). Sua resposta é: "Como as águas do lago se evaporam, e o rio se esgota e seca, assim o homem se deita, e não se levanta: enquanto existirem os céus não acordará, nem será despertado do seu sono" (Jó 14:11-12; cf. Sal. 76:5; 90:5).

Aqui está uma descrição bem vívida da morte. Quando uma pessoa exala o seu último suspiro, "o que é ele?", ou seja, "o que é deixado dele?" Nada. Ele não mais existe. Torna-se como um lago ou rio cujas águas se secaram. Ele dorme na sepultura e "não despertará" até o fim do mundo.

Ficamos a pensar: iria Jó apresentar uma descrição tão negativa da morte se cresse que sua alma sobreviveria à morte? Se a morte introduzisse a alma de Jó na presença imediata de Deus no céu, por que fala ele de esperar até não mais "existirem os céus" (Jó 14:11) e até ser "substituído" (Jó 14:14)? É evidente que nem Jó nem qualquer outro crente no VT sabia de uma existência consciente após a morte.

Passando para o Novo Testamento vemos que a morte é descrita como um sono também, e mais freqüentemente do que no Velho. A razão pode ser que a sperança da ressurreição, que é esclarecida e fortalecida pela ressurreição de Cristo, dá novo significado ao sono da morte do qual os crentes despertarão por ocasião da segunda vinda de Cristo. Assim como Cristo dormiu na sepultura antes e Sua ressurreição, igualmente os crentes dormem em suas tumbas enquanto esperam por sua ressurreição.

Há duas palavras gregas com o sentido de "sono" empregadas no Novo Testamento. A primeira é koimao, empregada quatorze vezes para falar do sono da morte. Um derivado desse substantivo grego é koimeeteerion, do qual deriva nossa palavra cemitério. Incidentemente, a raiz dessa palavra é também a do termo lar-oikos. Destarte, o lar e o cemitério estão ligados orque ambos são lugares de dormida.

A segunda palavra grega é katheudein, geralmente empregada para o sono ordinário. No Novo Testamento é usada quatro vezes para o sono da morte (Mat. 9:24; Mar. 5:39; Luc. 8:52; Efé. 5:14; 1 Tes. 4:14).

Ao tempo da crucifixão de Cristo, "abriram-se os sepulcros e muitos corpos de santos, que dormiam, [kekoimemenon] ressuscitaram" (Mat. 27:52). No texto original consta: "Muitos corpos dos santos adormecidos foram ressuscitados". É óbvio que o que foi ressuscitado foi a pessoa integral, não só os corpos. Não encontramos qualquer referência quanto a suas almas serem reunidas com seus corpos, certamente porque esse conceito é estranho à Bíblia.

Falando figuradamente da morte de Lázaro, Jesus declarou: "Nosso amigo adormeceu, mas vou para despertá-lo" (João 11:11). Quando Jesus percebeu que não tinha sido compreendido, disse-lhes claramente "Lázaro morreu" (João 11:14). A seguir, Jesus apressou-se a reassegurar a Marta: "Teu irmão há de ressurgir" (João 11:23).

Este episódio é significativo, primeiro de tudo porque Jesus claramente descreve a morte como um "sono" do qual os mortos despertarão ao som de Sua voz. A condição de Lázaro na morte foi semelhante a um sono do qual alguém desperta.

Cristo disse: "Vou despertá-lo do sono" (João 11:11). O Senhor levou a efeito Sua promessa indo até a sepultura para despertar a Lázaro chamando: "Lázaro, vem para fora. Saiu aquele que estivera morto tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lençol" (João 11:43-44).

Esse despertar de Lázaro do sono da morte pelo som da voz de Cristo faz paralelo com o despertar dos santos adormecidos no dia de Sua gloriosa vinda. Eles também ouvirão a voz de Cristo e sairão para a vida novamente. "Vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão" (João 5:28; cf. João 5:25). "Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro" (1 Tes. 4:16).

Há harmonia e simetria nas expressões "dormir" e "despertar" como empregadas na Bíblia, no sentido de entrar e sair da condição da morte. As duas expressões corroboram a noção de que a morte é um estado de inconsciência, do qual os crente despertarão no dia da vinda de Cristo.

Estudo baseado na discussão do Dr. Samuele Bacchiocchi em sua obra Imortalidade ou Ressurreição?
Voltar ao Topo Ir em baixo
 
JESUS NÃO ENSINOU A IMORTALIDADE DA ALMA
Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo 
Página 1 de 1
 Tópicos similares
-
» Perguntas Pertinentes aos Crentes na Imortalidade da Alma
» Uma pergunta aos crentes na Imortalidade da Alma
» Salomão prova a Imortalidade da Alma
» Imortalidade da Alma: uma doutrina que não faz o mínimo sentido
» PERGUNTAS TIRA-TEIMA AOS CRENTES NA IMORTALIDADE DA ALMA

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
SEMEADORES DA PALAVRA DE DEUS - A PORTA DE DEUS PARA A SALVAÇÃO. :: FÓRUM ESTUDOS BÍBLICOS-
Ir para: