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Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. ” Gálatas 2:20
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 Texto Para Entender a Questão da Predestinação Ou Livre Arbítrio !!!

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B.V.
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MensagemAssunto: Texto Para Entender a Questão da Predestinação Ou Livre Arbítrio !!!   Dom 30 Out 2016, 19:20

Para Entender a Questão da Predestinação
Ou Livre Arbítrio
Bill Diehl
 

      Explicando que não é nem hiper-calvinista, nem hiper-arminiano, ou seja, não crê em “dupla predestinação” nem em “livre-arbítrio”, o autor lembra porém que “Nosso Senhor não criou robôs, alguns programados para amá-Lo e outros para não amá-Lo”. E ao dedicar-se à análise do capítulo 9 de Romanos ele recomenda: “Agora, com coragem, respiremos fundo e consideremos uma das passagens mais mal compreendidas da Bíblia”.
      Vejamos que lampejos terá para oferecer-nos na instrução devida sobre esse polêmico tema.
 
     

      Desde que o pecado e a rebelião entraram no universo, Deus tem permitido que essa
rebelião contra Sua soberana vontade persista de modo que o Seu povo possa servi-Lo motivado pelo amor, antes que por abjeto temor de Seu tremendo poder e glória. O amor nunca pode ser imposto nem se pode exigir que se tenha “liberdade” para amar ou não. Nosso Senhor não criou robôs, alguns programados para amá-Lo e outros para não amá-Lo.


      A chave para entender a questão jaz na precedência do legal sobre o moral com respeito aos conceitos de “depravação total” e “graça irresistível”. O Concílio de Dort foi um verdadeiro desastre para a causa da Reforma.

      Felizmente, Deus em Sua graça não nos salva por nossa teologia ser perfeita, ou nenhum de nós poderia jamais esperar a salvação. Creio que Jesus salva a todos que se arrependem e depositam sua confiança no sangue do Calvário a despeito de algumas idéias estranhas de como e por que Ele salva os pecadores. Há muitos paradoxos na vida e na Bíblia que serão resolvidos quando O vermos “face a face”, e não através de um “espelho”, como se dá agora.


O problema do “endurecer o coração” em Romanos 9-11

      O homem natural está morto em ofensas e pecados. Ele é totalmente incapaz de ir a Deus, exceto ao ser atraído pelo poder do Espírito Santo. É somente por virtude do ministério de Nosso Senhor Jesus Cristo como o mediador e intercessor entre Deus e o homem que o Espírito, mediante a pregação e ensino do evangelho, pode ir ao homem com o oferecimento do perdão dos pecados e vida eterna através da fé na vida perfeita e morte expiatória de Cristo sobre a cruz. Ao seguir o chamado do evangelho a todo o mundo, sob a assistência do Espírito Santo, é que a convicção do pecado, da justiça e do juízo atinge os filhos e filhas perdidos de Adão ante o convite de todos a crerem em Cristo e arrependerem-se de seus pecados.


      O homem não pode arrepender-se por si mesmo ou ir a Cristo sem os apelos e atração do Espírito de Cristo. “Muitos” são chamados, mas “poucos” escolhidos, contudo, e os que rejeitam e descartam os apelos do Espírito sobre seus corações finalmente se tornarão incapazes de ouvir e responder ao chamado em face do contínuo endurecimento de seus corações e descrença. Àqueles que endurecem o coração, o Espírito é por fim removido e seus corações são “endurecidos” em descrença segundo Deus remova os ternos convites do Espírito.

Assim, aqueles que de si mesmos “endurecem” o coração em descrença cometem o pecado imperdoável da rejeição do Espírito Santo, e Deus então “endurece” seus corações retirando o Espírito. Os perdidos são então deixados sem o pleitear do Espírito sobre seus corações e são deixados sem esperança e sem Deus no mundo, aguardando o Dia do Senhor e são reservados para o Juízo e destruição. Dá-se um tempo na vida de todos que rejeitam o chamado do senhor em que são endurecidos além do alcance da salvação.

      É a isso que Paulo está se referindo em Romanos 9, com respeito a Faraó e a longanimidade divina para com ele. Finalmente, após resistir ao Espírito de Deus, Faraó foi “endurecido” em descrença e situou-se entre aqueles que são “predestinados” para a destruição eterna por Deus ter-lhes endurecido o coração.

      Não é da vontade de Deus que ninguém pereça. Ele pleiteia com todos para que se arrependam e creiam, mas o Seu Espírito não irá lutar para sempre com homens que endurecem seus corações, e finalmente são entregues ao Maligno para compartilhar de sua sorte. Deus não pré-ordena ninguém para ser destruído, mas “endurecerá” os ímpios e sua rejeição.

      É algo temeroso resistir ao chamado da  graça de Deus no evangelho pois tremenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo. Somos admoestados em Hebreus 3:12, 13, “Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo, pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado”,  Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se de fato guardarmos firme até ao fim a confiança que desde o princípio tivemos. Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações como foi na provocação”.

      Todo pecado que jamais houve, ou jamais venha a ser cometido, foi expiado e propiciação provida na morte de nosso Senhor Jesus Cristo sobre a cruz. Deus julgou a raça humana inteira em Cristo e colocou sobre Ele a iniqüidade de nós todos. Não há pecado, seja do passado, presente ou futuro, que seja incapaz de ser perdoado mediante fé em Cristo. Sobre a cruz, Ele “tornou-Se” o mais vil dos pecadores que crêem em Cristo e se arrependem de nossos pecados podem ser apresentados sem falta perante a lei de Deus Nele. Deus legalmente imputou os pecados do mundo sobre Jesus para que a justiça Dele possa ser imputada ao pecador arrependido que creia Nele. Os que se arrependem e crêem têm o direito legal de serem perdoados e de receber o dom do Espírito Santo para regenerar o crente e começar a dar frutos do Espírito, segundo a lei de Deus comece a ser escrita sobre o coração do filho adotivo de Deus.


“Pecados Passados”

      Diz Romanos 3:21 “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus, testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça  mediante a redenção que há em Cristo Jesus; a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus na sua tolerância , deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus”.

      Paulo está se referindo aos pecados que foram cometidos enquanto o povo de Deus estava “debaixo da lei”, anteriormente à  revelação do evangelho de Cristo. Deus em Sua benignidade antes da cruz não julgou o pecado até a vinda de Cristo quando julgou o pecado e revelou Sua justiça na vida e morte de Cristo, a fim de que Ele pudesse ser justo e justificador daquele que crê em Jesus. Paulo fala do “então” (quando estavam debaixo da lei) e o “tempo presente” (quando estamos em Cristo sob a graça).

      O que importa que apreendamos nestes versos é que TODO o pecado foi tratado em Cristo, mas somos chamados à fé pessoal e ao arrependimento momento após momento e cada dia de nossas vidas. A Oração do Pai Nosso deve ser nossa oração diária e nossa meditação no dia a dia. Tal como rogamos pelo pão de cada dia, devemos pedir diariamente que Ele “perdoe as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores”, e que nos livre Ele de cair em tentação para que possamos crescer diariamente em  graça e nos tornemos participantes da natureza divina.

Quantas vezes necessitaremos nos arrepender e ser perdoados? Sempre e sempre, deste lado da eternidade, ao crescermos em santificação, necessitaremos do perdão “setenta vezes sete”. Nossa dependência da benignidade imerecida de Deus nunca cessará até que nos encontremos com o Senhor nos ares. Esta oração é a nossa oração até que vejamos o Senhor nas nuvens do céu. Esta é a doce hora da oração, quando um dia nos ergueremos em nossa carne imortal para receber o galardão eterno.

      Somente no último dia nos despediremos de nossa necessidade de perdão e justificação pela graça somente mediante a fé na justiça imputada de Cristo. Quem quer que ensine que haverá um tempo em que não precisaremos pedir perdão pelos nossos pecados neste lado da eternidade é um falso mestre e uma falsa testemunha da Palavra de Deus. Nunca haverá um tempo, antes da vinda do Senhor, em que não necessitaremos da justiça imputada de Cristo e da cobertura de Seu sangue.



A Mediação de Cristo Referida em Hebreus

      O tema dominante na epístola paulina aos Hebreus é sua ênfase na mediação de Nosso Senhor como Sumo Sacerdote do santuário celestial. É como nosso mediador que Cristo pode oferecer os benefícios de Sua vida imaculada e morte expiatória sobre a cruz a todo o mundo. Assim, o ramo luterano da Reforma Protestante não ensina uma expiação “limitada” como os calvinistas. A posição do hiper-calvinista é de que Cristo morreu somente por aqueles a quem Deus, em Sua soberana vontade, predestinou que serão salvos. Isso é conhecido como “expiação limitada” e “graça  irresistível”.

      Ensinamos que os benefícios da expiação de Cristo estão disponíveis a “todos” os pecadores que crêem em Cristo e se arrependerem de seus pecados. Assim, cremos que o Espírito Santo chama a “todos” a crerem e se arrependerem de seus pecados a fim de serem pessoalmente perdoados, justificados e cheios do Espírito Santo para prosseguirem a crer até o fim. O crente justificado, por ter recebido o dom do Espírito Santo, começa a ter a lei de Deus escrita no coração para comecemos a produzir frutos para a santificação e santidade de vida.

A Bíblia claramente ensina uma “expiação ilimitada”, isto é, Cristo morreu pelos pecados de “todo” o mundo num sentido forense ou legal, sobre o Calvário. A salvação e perdão pessoal ocorre quando o indivíduo crê em Cristo como seu Salvador pessoal e se arrepende dos pecados. Devemos ser cuidadosos quando dizemos que nossos pecados foram perdoados na cruz. Não desejamos deixar implícito que não haja diferença entre a morte de Nosso Senhor pelos pecados do mundo inteiro sobre a cruz e nosso perdão pessoal que Deus nos estende quando cremos. Há uma diferença.

      Os hiper-calvinistas crêem que os que são salvos foram perdoados pessoalmente na cruz por causa do pré-conhecimento divino de que iríamos crer uma vez que Sua graça e perdão são “irresistíveis” para os “eleitos”. Esse ensino é chamado “predestinação dupla”. Ou seja, em vista de que Deus conhece o fim desde o princípio e por causa de Sua soberana vontade, Ele predetermina quem será salvo e perdido.

Destarte, segundo essa falsa doutrina, sendo que a pessoa foi pessoalmente salva no Calvário, e sendo que se acha entre os “eleitos”, crerá sem qualquer possibilidade de perder-se, porque não pode resistir à vontade de Deus de salvá-la. Os perdidos, pelo mesmo raciocínio, não foram perdoados na cruz porque Deus não os escolheu para serem salvos e não os perdoou. Isso é conhecido como “expiação limitada” e “predestinação dupla”.


Justificação: Não Artifício dos Registros Celestiais

      Não devemos em nossas palavras deixar a impressão de que a salvação e a justificação de um pecador é meramente uma questão de artifícios de livros celestiais. A cruz É uma ratificação legal do Concerto Eterno para o “mundo inteiro”. Contudo, somos somente perdoados individualmente, e incluídos no concerto quando pessoalmente pedimos o perdão, tal como uma pessoa perdoa outra, sendo assim unidas e reconciliadas.

A “base legal” de nossa aceitação com Deus foi provida junto à cruz. Sem essa “base legal”, Deus não podia ter jamais salvado alguém, porque Ele não poderia passar por alto as justas exigências da Sua lei. Essa lei deve ser propiciada, e então Ele pode pessoalmente perdoar e adotar pecadores arrependidos em Sua família, a Igreja.

      A propiciação legal teve lugar na cruz. A lei de Deus requer a morte para todos que pecaram e vivam altruisticamente. A lei de Deus requer que todos vivam uma vida isenta de pecado. Cristo, como o Segundo Adão, tornou-Se o substituto legal para a família humana inteira. Ele pode oferecer à lei de Deus a perfeita isenção de pecado de Sua vida santa e também Sua morte expiatória na cruz. Todos quantos crêem em Cristo e se arrependem de seus pecados são incorporados no Concerto Eterno e pela graça de Deus têm a concessão do perdão e vida eterna mediante a promessa da ressurreição dos remidos.

      Este autor não é nem hiper-calvinista, nem hiper-arminiano. Ou seja, ele não crê em “dupla predestinação” nem crê em “livre-arbítrio”. O pecador é totalmente morto em pecados e pode somente crer e arrepender-se de seus pecados quando é atraído pelo Espírito Santo para crer em Cristo e arrepender-se de seus pecados. Sem essa atração do Espírito Santo, nenhum homem ou mulher poderia jamais salvar-se! O Espírito Santo, através da proclamação do evangelho de Cristo, atrai “todos” a crerem, mas o indivíduo é “livre” para não crer e não se arrepender. Contudo, se ele não resistir à atração do Espírito Santo, será atraído aos pés da cruz do Calvário em fé e arrependimento.



“TULIP”

      A sigla “TULIP” em inglês é muito usada para indicar os cinco princípios básicos do entendimento calvinista do tema da salvação, deriva das iniciais dos seguintes aspectos:

T otal depravity – depravação total
U nconditional election – eleição incondicional
L imited atonement – exipação limitada
I rresistible Grace –graça irresistível
P erseverance of the saints – Perseverança dos santos

      A depravação total significa que todos são nascidos numa condição total perdição, em ofensas e pecados, totalmente incapazes de agradar a Deus, e mesmo de a Ele irem. Isso não significa que todos são inteiramente pessoas enfermas e terrivelmente cruéis e horríveis, somente que a humanidade é totalmente perdida em si.

      A eleição incondicional significa que nada há no homem para merecer salvação e que todos quantos são salvos ou jamais haverão de salvar-se o são apenas por Deus eleger incondicionalmente esse indivíduo para ser salvo. Deus, portanto, regenera os eleitos de modo a que creiam no evangelho e se arrependam de seus pecados. Deus decidiu salvar tão-só os Seus eleitos.

Os que Deus não elegeu para salvar se perderão e sofrerão a ira plena de Deus no eterno tormento do inferno. Também dentro dessa eleição divina está incluída a crença de que toda a história e eventos que nela transpiram são a predeterminada vontade de Deus. Tudo é predeterminado e ocorre segundo a vontade de Deus, sendo impossível alterar o menor detalhe histórico.

      A expiação limitada significa que, uma vez que Deus escolheu salvar somente Seus eleitos predeterminados, a expiação de Cristo sobre a cruz foi somente pelos pecados dos eleitos e não dos não-eleitos. Assim, Deus somente chama os eleitos ao arrependimento e fé em Cristo. Graça irresistível significa que, sendo Deus absolutamente soberano, tudo quanto acontece é segundo Sua soberana vontade, Deus em Sua misericórdia chama os Seus eleitos à salvação e os eleitos que estão mortos em ofensas e pecados são regenerados e assim atraídos a Cristo mediante o irresistível chamado do Espírito Santo para a fé em Cristo e a vida eterna. Para os eleitos o chamado de Deus é incapaz de ser recusado, uma vez que tudo quanto acontece é vontade divina e é de Sua vontade que sejam salvos. Portanto a eleição deles à graça é irresistível.

      A perseverança dos santos significa que todos os que são verdadeiramente eleitos perseverarão na fé em Cristo e pelo poder do Espírito Santo regenerador produzirão os frutos da salvação em suas vidas. Os verdadeiramente eleitos continuarão a crer em Cristo até o fim de suas existências porque Deus os regenerou. Se uma pessoa não perseverar na fé e boas obras e numa vida transformada, então ele ou ela não são eleitos e não são verdadeiros cristãos, uma vez que Deus não regenerou a pessoa.

      Bibliotecas inteiras têm sido escritas de livros tratando de cada um desses aspectos, assim temos que tratar disso tudo de modo bastante superficial. Os cinco pontos do calvinismo, conquanto mantidos como verdade por muitos cristãos sinceros hoje, tendem a distorcer o plano bíblico de salvação e representar mal como Deus verdadeiramente salva os pecadores de seus pecados, conduzindo-os à cruz de Cristo para serem justificados por Sua vida isenta de pecado e Sua morte expiatória.

      Talvez não queira enfrentar uma longa exegese de Romanos 9, mas vale a pena fazê-lo pois é onde o tema da “presciência”, “predestinação”, “eleição”, e “eleitos” de Deus é diretamente tratado.


O Tema  Central das Epístolas Paulinas

      Quando analisamos a epístola de Paulo aos Romanos deve-se sempre ter em mente que o tema central do Apóstolo em todas as suas epístolas é a BOA NOVA da MISERICÓRDIA e GRAÇA de Deus a “TODO” o mundo mediante FÉ em Jesus Cristo. Graça para Paulo é o dom IMERECIDO e misericórdia divina aos pecados perdidos. Isso significa que Deus livremente, sem boas obras, perdoa e aceita qualquer pecador arrependido que deposita fé em Cristo Jesus.

Assim, Paulo começa o seu discurso sobre a graça de Deus no capítulo um de Romanos declarando enfaticamente que Deus salva a “TODO aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego” (1:16). O ato redentor de Deus em Cristo Jesus começa em fé e termina em fé (ver 1:17) para TODOS. Se perdermos de vista a palavra “todos” no início da epístola, vamos tropeçar quando chegarmos às porções da epístola mais difíceis de compreender, no capítulo 9.

      A fim de estabelecer o ponto de que Deus salvará a TODOS quantos depositam fé em Cristo, Paulo respalda todo o seu tema de GRAÇA PARA TODOS declarando que TODOS, tanto judeus quanto gentios, estão “debaixo do pecado” e que TODOS estão sujeitos ao castigo de Deus e sob o JUÍZO (3:19). Daí Paulo habilmente brande a espada da Palavra de Deus ao declarar que “. . . NÃO há distinção, pois TODOS pecaram e  (TODOS) carecem da glória de Deus”. Rom. 3:23.

Destarte, num só golpe Paulo arroja ao chão nosso orgulho e pretensão! Toda boca se cala. Todo o mundo é trazido à  condenação e juízo perante a santidade e justiça de Deus! Mas Deus não nos deixa sem esperança e em total desespero. Antes, Ele conduz TODO o mundo à condenação a fim de que te nha misericórdia sobre TODOS que depositam fé no viver e morrer de Jesus, primeiro o judeu e também o grego. Esta sentença, “primeiro o judeu, e também o grego” é uma expressão plenamente inclusiva. NINGUÉM é deixado de fora.


A Ênfase em ‘Todo Aquele que Crê’

      É absolutamente imperativo que destaquemos a palavra TODOS nos primeiros capítulos de Romanos ou tropeçaremos quando chegarmos ao discurso paulino sobre eleição e predestinação em Romanos 9. Agora, com coragem, respiremos fundo e consideremos uma das passagens mais mal compreendidas da Bíblia!

      Tendo firmemente em lembrança o conceito paulino de que TODOS estão por natureza sob condenação e desesperadamente perdidos em ofensas e pecados, Paulo declara em Romanos 9 que Deus em Sua misericórdia graciosa escolheu os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó para serem a linhagem mediante a qual Ele revelaria a Sua misericórdia. Essa escolha de Isaque não foi por causa de algo que houvesse feito em termos de “obras”, mas puramente com base da graça divina imerecida. Como Paulo declara sobre Deus, “tem Ele misericórdia de quem quer”. Desse modo, “não depende de quem quer, nem de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia”. Rom 9:16-17.

      Daí Paulo formula uma pergunta hipotética: “Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?” A resposta de Paulo é que embora “a massa de oleiro”, a família humana, esteja perdida, em ofensas, sendo merecedora da “Sua ira” (Rom. 9:22), Deus por Sua graça escolheu algo do barro e fez uma vaso para honra” que difere do “outro, para desonra”. Os que crêem, dentre judeus ou gentios (Rom. 9:24), são “vasos para honra”, preparados para receber a glória de Deus (vs. 23). “Todos” os que crêem, diz Paulo, são predestinados a receberem a “glória”, estando em correta disposição para com Deus mediante a fé (Rom 9:30).

      Paulo antecipa a pergunta na mente de seus leitores: “Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é da fé”. E responde que em vista de que a maioria estava buscando acertar-se com Deus pela observância da lei, não eram verdadeiros filhos de Abraão, uma vez que o próprio Abraão não foi justificado diante de Deus por observar a lei, mas pela fé na divina misericórdia.(Rom. 9:30-33). Eles, portanto, “tropeçaram” na “pedra de tropeço”—Jesus Cristo.


Analisando os ‘Textos da Predestinação’

      Agora, com todo esse pano de fundo cuidadosamente lançado, podemos compreender os textos sobre “predestinação” que se referem aos “eleitos” de Deus.

      Romanos 8:28-30: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou”.

      Quem são os “predestinados” a quem Deus “de antemão conheceu”? São “todos” aqueles que responderam ao “chamado” divino. São os “chamados” por Deus, os “eleitos” que são da fé, do judeu primeiro, e também do grego. Aqueles que respondem ao “chamado” de Deus estão entre os que são “predestinados” para serem salvos porque Deus “de antemão conheceu” que salvaria a “todos” os “eleitos” que são da fé. Os que são salvos pela fé são os que são “eleitos” para a vida eterna.

      Os que buscam ser salvos pela sua obediência à lei são como os judeus descrentes que eram ignorantes da justiça de Deus e de Sua santa lei e puseram-se a justificar a si próprios por sua obediência à lei. Os que buscam ser aceitos por Deus sendo obedientes à lei de Deus são “predestinados” a estar entre os perdidos porque deixam de ver sua própria injustiça. Deus “encerrou a todos na desobediência para que pudesse mostrar misericórdia por eles todos”.

      Em suma, “todos” os pecadores arrependidos que puseram sua fé na vida e morte de Jesus são “predestinados” a serem salvos. Enquanto “todos” os que confiaram em sua obediência e suas própria bondade estão “predestinados” a se perderem.

      “Sendo justificados gratuitamente por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus; a quem Deus propôs , no Seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a Sua justiça, por ter Deus, na Sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da Sua justiça no tempo presente, para Ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus. Onde, pois, a jactância?

Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras?  Não, pelo contrário, pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei. É, porventura, Deus somente dos judeus? Não o é também dos gentios? Sim, também dos gentios, visto que Deus é um só, o qual justificará por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircunciso. Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma, antes confirmamos a lei”.

      A doutrina da eleição é um ensino que dá gozo. O problema com o hiper-calvinismo é que não vai até o fundo no seu ensino da eleição. O calvinismo ensina que Deus “escolheu” salvar somente certos escolhidos a quem Deus selecionou desde a eternidade para salvar, enquanto também decidiu destruir alguns aos quais não “escolheu” para serem salvos. A verdade é que Deus encerrou todos debaixo da condenação de modo a ter misericórdia com “todos” os que crêem. Cristo é a luz que ilumina TODO homem que vem ao mundo.

      João 1:6:” João . . . veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de TODOS virem a crer por intermédio Dele. Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz, a saber: a verdadeira luz que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem. Estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio Dele, mas o mundo não O conheceu. Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam”.

      O convite e chamado de Deus está em todo o mundo através da pregação do evangelho, oferecendo o livre dom do perdão e vida eterna mediante fé em Cristo. O Espírito Santo chama e atrai e insta com todos que ouvem a se arrependerem e crerem. Os que ouvem são também capacitados a crer, mesmo se somente receberam os menores raios de luz do evangelho de Cristo. Os apelos do Espírito Santo não são “irresistíveis” porém, e por alguma misteriosa razão que nunca será entendida há os que preferem as trevas à luz.

      Não há razão para a descrença porque dar uma razão seria oferecer uma escusa para o pecado. Não há escusa para o pecado e a descrença, porque trata-se do “mistério da iniqüidade”. Este é um mistério que nunca será explicado. Assim, a razão pela qual alguns escolherão o pecado e a descrença nunca será compreendida. Os calvinistas buscam desfazer esse mistério declarando que Deus simplesmente “não lhes deu fé” para crerem. A clara palavra de Deus rejeita este raciocínio satânico, contudo, declarando de modo indesmentível que o evangelho é tão claro que todos estão sem desculpas para não crer.



Responsabilidade Individual

      A perda de uma alma é responsabilidade do indivíduo, e não se deve à falta do chamado de Deus e do dom da fé. A ação do Espírito Santo sobre os corações de todos os que ouvem o evangelho concede todo o poder no mundo para o mais pecaminoso e degradado dos homens e mulheres crerem, mas a decisão repousa com o pecador, quanto a crer ou não crer.

Os apelos do Espírito Santo concedem ao pecador liberdade para crer. Na medida em que nosso Senhor interceda no santuário celestial do Alto, o Espírito Santo de Deus pleiteará com aqueles que aqui se arrependerem e crerem no evangelho para serem salvos pela graça de Deus mediante a fé na vida imaculada e morte expiatória de nosso Senhor Jesus Cristo sobre a cruz do Calvário.

      “Feliz a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que Ele escolheu para sua herança. O Senhor olha dos céus; vê todos os filhos dos homens; do lugar de Sua morada observa todos os moradores da terra, Ele que forma o coração de todos eles, que contempla todas as suas obras. Não há rei que se salve com o poder dos seus exércitos; nem por sua muita força se livra o valente.

O cavalo não garante vitória; a despeito de sua grande força, a ninguém pode livrar. Eis que os olhos do Senhor estão sobre os que O temem, sobre os que esperam na Sua misericórdia, para livrar-lhes a alma da morte, e, no tempo da fome, conservar-lhes a vida. Nossa alma espera no Senhor, nosso auxílio e escudo. Nele o nosso coração se alegra, pois confiamos no Seu santo nome. Seja sobre nós, Senhor, a Tua misericórdia, como de Ti esperamos:”—Salmo 33:12-22.

Fonte:

http://www.c-224.com/Livre-Arbitrio.html

B.V.
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Texto Para Entender a Questão da Predestinação Ou Livre Arbítrio !!!
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