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 DECLARAÇÃO DE FÉ DOS BATISTAS DO SÉTIMO DIA.

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Assuero
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RELIGIAO : Batista do Sétimo Dia.
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MensagemAssunto: DECLARAÇÃO DE FÉ DOS BATISTAS DO SÉTIMO DIA.   Sab 13 Out 2012, 14:23

BREVE EXPOSIÇÃO HISTÓRICA A RESPEITO DOS BATISTAS DO SÉTIMO DIA


Face às inúmeras denominações religiosas existentes no Brasil e no mundo, não é de se estranhar que se tenha de esclarecer "quem é quem" a cada geração, particularmente quanto à sua origem. E é do que nos propomos fazer, resumidamente, nestas poucas linhas. Visando simplificar esta apresentação e sua leitura, evitaremos as citações textuais dos escritos de historiadores, teólogos, doutores e outros autores, comprobatórios das assertivas aqui formuladas, reportando-nos, contudo, através de referências alfabéticas, à Bíbliografia anexa.Embora não tenhamos a pretensão de estabelecer, mediante evidência documentária, uma ininterrupta sucessão histórica quanto ao nome e à forma com que nos apresentamos hoje, podemos afirmar categoricamente que os dois princípios distintivos da nossa fé – o batismo por imersão e a guarda do Sábado cristão – datam do início da história cristã. Além do período apostólico relatado na Bíblia, as páginas da história registram, de modo insofismável, que o sétimo dia da semana, o Sábado de Jesus, em nenhuma época, desde a instituição da Igreja Cristã, deixou de ser observado pelos fiéis seguidores do Mestre.Desde os dias de João Batista sempre houve batistas do sétimo dia. O Evangelho nos diz que os discípulos de Jesus, na grande maioria, tinham sido discípulos de João Batista, pois ele era o precursor que apontava para Cristo, e os seus discípulos seguiam a Jesus (João 1:29, 37; 3:30; Atos 19:3). Ora, tanto os discípulos de João como os de Jesus guardavam o sétimo dia, que é o Sábado(Atos 13:42-44), como o próprio Jesus também o guardava (Lucas 4:16). Todos eram, portanto, batistas guardadores do Sábado.Nos primeiros quarenta anos da história da Igreja – era apostólica – toda igreja organizada, de que temos alguma notícia, era composta de batistas guardadores do Sábado: Antioquia (Atos 13:14,42,44); Tessalônica (Atos 17:1-4); Corinto (Atos 18:3,4) e Filipos (Atos 16:12-14). É um fato inquestionável que todas as igrejas da Judéia eram, no princípio, igrejas guardadoras do Sábado. Nos dias apostólicos os cristãos não santificavam o Domingo, e o Sábado era o único dia de guarda.Após a era apostólica (70 AD), quando o cristianismo foi estabelecido como uma fé distinta, os cristãos continuaram guardando o Sábado, seguindo o exemplo de Cristo e de Seus apóstolos. Entretanto, durante os primeiros séculos, não se pode precisar quando, começou o costume de cristãos se reunirem também no primeiro dia da semana, com a pretensão de comemorar a ressurreição do Mestre. Era chamado, por estes, impropriamente, o "dia do Senhor" e tinha apenas um caráter festivo-religioso. Esse dia era também comemorado pelos povos pagãos como o "dia do Sol", que o consideravam especialmente santo e consagrado a essa divindade. Por algum tempo, nesses primeiros séculos, o Sábado e o Domingo foram observados simultaneamente pelos cristãos, embora por razões bem diferentes. Eles não eram considerados rivais ou antagônicos e nem substitutíveis entre si (A).Nesse tempo grandes multidões afluíam às igrejas, trazendo consigo muitas e corruptoras influências pagãs. Entre elas estavam os gnósticos e os marcionistas, que adoravam o sol e guardavam o seu santo dia – o Domingo – adoravam imagens, e que, com a sua interpretação filosófica e alegórica das Escrituras, afetaram fortemente a Igreja. Foi um período de crescimento vertiginoso da Igreja, porém também de rápida decadência em poder espiritual. A Igreja Católica estava em formação, com os seus credos. Durante um certo tempo os bispos dirigentes de igrejas preservaram sua independência, porém, gradativamente, o bispo de Roma foi ganhando ascendência e crescendo em poder temporal e eclesiástico, com o apoio de reis e imperadores. Os chamados Pais da Igreja tornaram-se os líderes dominantes e favoreceram o advento do Domingo, a semente pagã transplantada no solo cristão, embora sob a alegação de um justo motivo. (A,B)

CONSTANTINO, O GRANDE.

No quarto século, em 321 AD., o imperador Constantino, ainda pagão, fortaleceu a causa do Domingo ao promulgar um edito ordenando a sua observância obrigatória como dia de descanso, embora em caráter civil e sob o título pagão de "o venerável dia do Sol". Inicialmente amparada por esse monarca romano, que só politicamente aderiu ao cristianismo, a Igreja Católica, então dominante, ainda durante esse século e nos séculos seguintes, promoveu uma série de concílios, através dos quais foi estabelecendo a hegemonia do Domingo sobre os Sábado, transferindo para o Domingo a doutrina bíblica do Sábado, e até proibindo, sob anátema, a observância desde dia. Quando a Igreja envolveu-se numa carreira de secularização e paganização, os cristãos que se mantinham fiéis à primitiva fé apostólica se desligaram dela. E apesar dos decretos de imperadores, sínodos e concílios, milhares de dissidentes recusaram-se a se submeter à hierarquia romana. Referências históricas confirmam que o Sábado ainda era observado no quinto século, embora com rigor e solenidade decrescentes. (C)

IDADE MÉDIA

Durante toda a Idade Média (século 5º ao 15º) haviam muitos grupos de cristãos dissidentes, milhares dos quais guardavam o Sábado. Eram os Nazarenos, Ebionitas, Valdenses, Lolardos, Moravianos, Cátaros, Albigenses, Anabatistas (entre os quais estavam os Batistas guardadores do Sábado), etc. Foi a época negra da história, quando os papas e prelados, aliados às mais altas autoridades do governo, impunham suas decisões e restringiam a leitura da Bíblia. Somente à custa do massacre de milhões de guardadores do Sábado, durante esse longo período da história, é que a observância do Domingo tornou-se um costume generalizado da Igreja Cristã. Contudo, em meio a todas as apostasias, Deus sempre preservou um povo que permanecesse fiel à Sua Palavra – e os guardadores do verdadeiro Sábado, o Sábado que Jesus ensinou, continuavam a sua jornada de testemunho conforme relatos históricos, apesar de toda oposição por parte de autoridades civis e religiosas dominantes. (D)

A REFORMA

No século dezesseis veio a Reforma, que levantou o véu da escuridão então reinante, preconizando novos tempos de despertamento e de mudanças na civilização. Um despertamento espiritual requeria uma limpeza na Igreja então dominante – a Católica Romana. Houve muitos reformadores, alguns dos quais perderam suas vidas nas mãos da Igreja. Martinho Lutero, o grande líder da Reforma Protestante, chefiou um movimento para a volta à "Bíblia somente", em oposição à "tradição" dessa Igreja – mas perdeu o seu argumento no que se refere à mesma, por pretender acatar somente a autoridade da Bíblia, todavia mantendo a tradição católica do Domingo sabático. Carlstadt, um dos mais valentes reformadores, guardador do Sábado e contemporâneo de Lutero, pleiteou junto a ele a inclusão do Sábado bíblico na Reforma; mas Lutero, mesmo propenso a essa verdade, vacilou, achando que o Domingo atrairia maior número de pessoas à causa protestante. Em 1517, Carlstadt publicou uma série de teses sustentando que a autoridade das Sagradas Escrituras estava acima da dos pais da Igreja. Nesse mesmo ano Lutero afixou suas 95 teses na porta da igreja do Castelo de Wittenberg, na Alemanha. Com essa atitude os reformadores demonstraram fraqueza e transigência, para sua vergonha eterna, preferindo seguir a tradição dos homens, em vez dos claros ensinos da Palavra de Deus (Marc.7:7-13).(E)Quando irrompeu a Reforma eram encontrados guardadores do Sábado por toda a Europa: na Boêmia, Morávia, Alemanha, Holanda, Inglaterra, Finlândia, Transilvânia, Escandinávia, e até na Rússia. Já antes dela se manifestar havia um movimento dirigido por um povo chamado Batistas, que seus oponentes erroneamente denominavam Anabatistas (por não batizarem crianças e rebatizarem os que vinham de outras denominações cristãs, que não passaram pelo batismo bíblico por imersão), que eram ainda mais radicais que os reformistas; estes pretendiam uma reforma da velha Igreja pela Bíblia, enquanto que aqueles tentavam construir uma nova Igreja partindo da Bíblia, ligada diretamente à era apostólica e ignorando o período intermediário de apostasia. Nesse movimento estavam os dissidentes guardadores do Sábado. Eles foram perseguidos pela Igreja Romana e pela reformada, sendo banidos pelos Luteranos. Hubmaier foi morto em Viena, em 1528; Felix Mantiz, em Zuric. Em 1527; Blanrok no Tirol, em 1529; John James em Londres, em 1661 e Francis Bamfield, em 1683; e centenas de outros mártires que foram trucidados por defenderem as verdades bíblicas. Eram queimados até ficarem em cinzas, assados em esteios, enforcados, mortos à espada, arremessados em masmorras e em torres, onde apodreciam, cortavam suas línguas, arrancavam-lhes as entranhas, eram esquartejados, etc. (F)Historicamente não é correta a afirmativa de que os Batistas do Sétimo Dia procedem dos Batistas. Os guardadores do Sábado não saíram do movimento Batista; pelo contrário, os Batistas, juntamente com outros grupos reformados, é que desertaram das fileiras dos guardadores do Sábado, ao aceitarem a tradição do Domingo. Embora seja verdade que grupos dissidentes, como os Valdenses e outros, aos milhares, foram absorvidos por esse movimento e ficaram indiferentes ao Sábado, muitos ainda permaneceram alinhados e leais.Particularmente na Inglaterra, entre os exilados separatistas, encontramos as modestas fontes do movimento Batista. Durante a Reforma, quando as pessoas começaram a ler a Bíblia por si mesmas, o Sábado tornou-se um assunto do momento em toda a Grã-Bretanha e muitos começaram a guardá-lo. Grande número de igrejas denominadas Batistas do Sétimo Dia apareceram no século dezesseis. Havia então trinta e duas igrejas com essa denominação nas Ilhas Britânicas. A igreja de Mill Yard, em Londres, fundada em 1617, ainda está viva. Na Europa também existem igrejas da mesma fé, na Holanda, Alemanha, Polônia, grupos na Finlândia, Tchecoslováquia, Hungria e outros países.Da Inglaterra o movimento propagou-se para a América, sendo organizada a primeira Igreja Batista do Sétimo Dia em Newport, Rhode Island, em 1671/1672. A fundação de igrejas dessa denominação na América seguiu a onda de emigração e se estendeu a todos os continentes e ilhas do mar. Atualmente os Batistas do Sétimo Dia possuem igrejas em muitos países, de todos os continentes; e, por meio deles, outros grupos de cristãos têm aceito o Sábado.

A IGREJA NO BRASIL

A origem da Igreja Batista do Sétimo Dia, no Brasil, remonta ao ano de 1913. Em uma reunião administrativa regional da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Conferência do Paraná, realizada no dia 19 de janeiro daquele ano, em Curitiba, Estado do Paraná, cinco líderes e outros membros dessa Igreja solicitaram demissão por discordarem de alguns pontos doutrinários da mesma, especialmente quanto à importância que atribuía aos descrito da Sra. Ellen G. White. Assim, naquela ocasião, desligaram-se dessa Igreja os irmãos Theodoro P. Neumann, Jorge P. Wischral, Julio Nisio, Gustavo Schier e Candido M. de Godoy; os dois primeiros eram membros da Comissão Administrativa da referida Conferência.No dia seguinte, esses irmãos juntamente com outro líder demitente, o irmão Germano Echterhoff, reuniram-se nessa cidade e resolveram fundar uma nova congregação com o título de Evangélicos Adventistas do Sétimo Dia, tendo por objetivo anunciar nosso Senhor Jesus Cristo como único Salvador e a Bíblia Sagrada como única regra de fé. Após alguns dias – a 25 daquele mês – publicaram um manifesto, subscrito pelos seis líderes, esclarendo as razões da sua atitude e confirmando a sua fé.Em 21 de agosto de 1916 foram aprovados os seus Estatutos e Regimento Interno, sob o nome de Conferência da Igreja Evangélica Adventista, que vigoraram até o dia 04 de novembro de 1950, quando, em Assembléia Geral Extraordinária realizada em Curitiba, os mesmos foram alterados e foi adotado o atual nome, após os entendimentos protocolares com a Igreja Batista do sétimo Dia de Hamburgo (Alemanha), face à identidade de doutrinas.Posteriormente, em Assembléias Gerais realizadas em 1960, em Itararé, Estado de São Paulo, e em 1965, em Curitiba, esses documentos foram reformados, sendo que nesta última reunião foram aprovadas a "Declaração de Fé dos Batistas do Sétimo Dia" e a associação da Igreja à Federação Mundial Batista do Sétimo Dia, com sede atual em Janesville, WI, Estados Unidos da América.Os seus atuais Estatutos foram emendados na última Assembléia Geral realizada nos dias 18-20 de janeiro de 1985, em Curitiba, ocasião em que foi aprovado o seu "Manual de Doutrinas", reafirmando e ampliando as disposições da referida Declaração de Fé. Ultimamente esta Igreja tem demonstrado a firmeza de sua fé, baseada unicamente nas Escrituras e ligada a profundas raízes apostólicas e históricas, resistindo à penetração dos "modernos movimentos carismáticos, de caráter pentecostalista", que, com suas errôneas interpretações e inovações, têm perturbado e dividido muitas denominações tradicionais.

GENERALIDADES

Os Batistas do Sétimo Dia no mundo têm tido uma longa e honrosa história, que data dos tempos apostólicos. Como Batistas guardadores do Sábado, através dos séculos têm defendido:

Liberdade de Consciência
Separação entre Igreja e Estado
Liberdade Religiosa
Igreja Formada de Membros Regenerados
A Bíblia, Nossa Única Regra de Fé e Prática
Batismo de Crentes por Imersão
O Sábado de Cristo e o Decálogo.
Lutando por esses ideais, eles procuram trabalhar principalmente para levarem as pessoas a aceitar a Cristo como Senhor e Salvador e viverem piamente. Pregam que a salvação é uma graça de Deus concedida a todos mediante a fé pessoal em Cristo, e não pelos seus méritos ou ações praticadas com esse propósito. Crêm na liberdade de consciência quanto a pontos que não envolvem a salvação, tais como assuntos escatológicos (períodos proféticos e históricos), éticos (apresentação pessoal), alimentares, etc.Motivados pelo amor (João 15:15), crêem na "obediência por fé"(Rom 1:5) ao Decálogo e aos demais mandamentos enunciados por Jesus, como fruto de uma sincera conversão e realidade de um novo homem transformado pelo poder do Espírito Santo, recebido quando se crê no Senhor Jesus Cristo (Efésios 1:13). Reconhecem que a obediência não é a causa da salvação, mas o seu efeito; por isso, procuram guardar os mandamentos não com a intenção de obterem a salvação por esse meio, mas porque estão salvos em Cristo! Ele esclareceu e exemplificou o sentido e a amplitude dos mandamentos de Deus, inclusive o do Sábado.Os Batistas do Sétimo Dia crêem que o sétimo dia da semana, o Sábado, deve ser observado pelos cristãos, não apenas porque sua observância começou com a história bíblica do homem, foi considerado sagrado pelos patriarcas e profetas e ordenado no Sinai, mas primordialmente, porque foi observado por Cristo e pela Igreja Apostólica. Crêem que Cristo é a sanção final para o Sábado. Ainda que os Batistas de Sétimo Dia considerem que as outras denominações laboram em erro quanto a algumas de suas doutrinas e práticas, todavia têm admitido todos os cristãos como irmãos em Cristo e têm cooperado com eles sempre que possível, ao longo de toda sua história.O regime democrático de suas igrejas determina a natureza de suas organizações, bem como a forma da própria igreja. Cada igreja é independente em suas atividades evangélicas locais, porém vinculada, em cada país, a um órgão central, que coordena as atividades gerais para o bem comum e zela pela preservação de suas doutrinas bíblicas e pela aplicação da disciplina eclesiástica. As igrejas locais se associam em Conferências, Convenções ou Igrejas nacionais, e estas em organismos internacionais, cujos dirigentes são eleitos periodicamente através de reuniões ou assembléias gerais. Os Batistas do sétimo Dia têm sido sempre um povo missionário. Em suas organizações nacionais e internacionais possuem órgãos que têm o objetivo de promover missões nacionais e estrangeiras como os Departamentos Nacionais específicos, A Sociedade Missionária e a Federação Mundial Batista do Sétimo Dia.Quanto à doutrina os Batistas do Sétimo Dia são evangélicos e, exceto pelo Sábado e pelo conceito da natureza do homem, geralmente estão em harmonia com os Batistas. Assim, concordamos na salvação pela fé em Cristo, no batismo de crentes como confissão de fé, na liberdade individual e civil, na independência da igreja local em suas atividades evangelísticas, em colocar a Bíblia nas mãos de todos os homens e no direito de cada um interpretá-la, sob diligente estudo, conforme o Espírito Santo o induz.Apesar da semelhança dos nomes, os Batistas do Sétimo Dia não devem ser confundidos com os Adventistas do Sétimo Dia. Os primeiros foram organizados como corpo de doutrinas em 1617, na Inglaterra, logo após a Reforma, enquanto que os últimos só o foram, oficialmente, em 1863,nos Estados Unidos. Estes provém do Movimento Millerista (de Guilherme Miller), que surgiu em meados do século passado (1831-1844), nesse país. Inicialmente eles chamavam-se apenas Adventistas e guardavam o Domingo; posteriormente, em 1844/46, receberam a verdade do Sábado dos Batistas do Sétimo Dia e finalmente, em 1863, assumiram o nome atual. Essas duas denominações religiosas são completamente independentes e diferem quanto à organização, interpretação das Escrituras, inspiração da Sra. Ellen G. White (os Adventistas consideram-na uma profetisa), expiação dos pecados e outras crenças e práticas. Os Batistas do Sétimo Dia crêem que a Bíblia está completa e contém todo o plano de Deus para a salvação e orientação da humanidade, não necessitando ser complementada ou interpretada por pretensos profetas modernos ou falsos messias ou guias espirituais, pois o Espírito Santo é quem orienta a toda a verdade (João 16:13).


O NOME

Finalmente queremos tecer algumas considerações sobre o nome da Igreja. Para o povo Batista do Sétimo Dia, a Igreja é considerada sob dois aspectos: como o corpo universal de Cristo, e como uma comunidade local organizada, formada de seguidores de Cristo. Essa dupla crença é partilhada com praticamente todos os outros grupos cristãos. Portanto, nós nos consideramos membros da Igreja universal de Cristo. O nome Batista aparece logo nas primeiras páginas do Evangelho (Mat. 3:1) e representa uma herança espiritual dos Anabatistas do Sábado, insistindo na liberdade individual de consciência sob o imperativo das Escrituras, e no batismo de pessoas regeneradas. A expressão Sétimo Dia encontra-se como uma bênção santificante de Deus, desde o segundo capítulo de Gênesis (2:3), visando o bem-estar do homem e a consagração de um tempo especial para o culto no sétimo dia da semana – o santo Sábado. O título é pois bastante abrangente e significativo.

VOCAÇÃO PROFÉTICA

Na plenitude dos tempos, segundo a profecia de Malaquias (3:1), apareceu João Batista, como "anjo do Senhor", apontando para Jesus Cristo, o "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo"(João 1:29); e agora, no fim dos tempos, os Batistas do sétimo Dia, guiados pelo Espírito Santo, prosseguem apontando para Cristo, como único, verdadeiro, perfeito e eterno Salvador, e proclamando o amor de Cristo, que consiste na guarda dos Seus justos e santos mandamentos. Impelidos por essa vocação divina, eles enfrentaram todas as consequências, sendo perseguidos e massacrados em muitas épocas por sua fidelidade aos santos mandamentos da lei de Deus, deixando na estrada do tempo um rastro de sangue (Apoc. 12:17).Essa Igreja milenar, que não tem fundador humano, nunca caiu, porque Seu fundador foi quem prometeu que ela nunca cairia (Mat 16:18). Sendo de origem apostólica e praticando um cristianismo sem remendos ou deformações, obviamente não precisou de "restaurações ‘ou "renovações", pois suas verdades básicas sempre foram mantidas e defendidas. Os Batistas do Sétimo Dia crêem na continuidade ininterrupta da "fé uma vez dada aos santos" e de uma Igreja que, pelo poder de Deus, não caiu e nunca cairá, mesmo sofrendo perseguições e martírios – eles conhecem o preço da fidelidade a Cristo e aos Seus mandamentos.Pela misericórdia de Deus e graça de nosso Senhor Jesus Cristo, humilde e sinceramente cremos que sempre houve e haverá um remanescente de cristãos fiéis à Sua Palavra, aos quais se aplicam as palavras proféticas do Apocalipse: "Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus"(Apoc. 14:12).

BIBLIOGRAFIA

Standart Bible Dictionary, A.C. Zenos Ancient Christianity, Dr. Coleman History of the Sabbath, Dr. Heyllyn, parte 2, cap. 3, sec. 12 (London) Encyclopedia of Sunday Schools, and Religion Education, Hessey, art. "Sabath" Astrology na Religion Among Greeks and Romans, Francisco Cumont, pág. 163. The Mysteries of Mithra, Francisco Cumont, pág. 176 History of the Sabbath, Andrews-Conradi
Constituições Apostólicas: livro 2, cap. 36; livro 7, cap. 23; livro 8, cap. 33. Institutes, João cassio, tomo II, cap. 18. First Apology, Justino Martir, cap. 6. The Ante Nicene Fathers, Tertuliano, vol. 3, pág. 689. Historical Papers, Randolph, vol. 1, pág. 16.
História da Igreja Antiga, Philip Schaff, III período, pág. 464. Church History, Philip Schaff Commentary on the Psalms, Cox (Eusebius) History of the Councils of the Church, Hefele, vol. 2, livro 6, seção 98, cânon 29Prynne, vol.I, parágr. 39, cânon 16.Gregor Opera, tomo II, pág 312Antuerpia 1695, Eusébio, livro III, cap.33, pág. 413.Eclesiastical History, Sozomon, tomo VII,cap.19.Eclesiastical History, Socrates, tomo V, cap. 2, em Nicene e Post-Nicene Fathers, 2ª Série, vol. 2, pág. 132
History of the Christian Church, Hurst, vol. I
Against the Celestial Prophets, M. Luther Life of Luther, Sear’s
Art. Swiss Reformation, Philip Schaff
Non Conformist Memorial
Outras Fontes Informativas:

The Sabbath and the Sabbath Keeping Baptists, Rev. Alva Davis, A.M., D.O. (Folheto da "The American Sabbath Trackt Society")-E.U.A.)

Handbook of Information Concerning Seventh Day Baptists, 1948, págs. 10,11,13 (livreto da mesma casa publicadora)

Manual of Procedures for Seventh Day Baptist Churches, pág. 9 ( Livreto da mesma casa publicadora)

Sabbath and Sunday – The Real Difference (Folheto da mesma casa publicadora)

The Weekly Rest Day, George A. Main (Folheto da "Bible Sabbath Association"-E.U.A.)

Como e Quanto os Cristãos aceitaram a observância do Domingo? (Folheto da Editora Missionária "A Verdade Presente"- SP


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