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 O fenômeno das 'línguas estranhas'.

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MensagemAssunto: O fenômeno das 'línguas estranhas'.   Qua 18 Jan 2012, 14:12


LÍNGUA CELESTIAL — LÍNGUA SÓ COMUNICÁVEL A DEUS?
A Bíblia não fala dessa “língua” com clareza. Há apenas imagináveis vislumbres, indícios ou relances a respeito, e, em uma igreja, lamentavelmente, bastante problemática – a de Corinto (I Cor. 14: 2). Consequentemente, sua aceitação e compreensão varia de pessoa para pessoa. Apenas temos que ficar atentos para não sermos envolvidos nas malhas de Lúcifer. Reitero com veemência que Paulo não era favorável a divulgação desta língua. Proibiu-a claramente. Ouça:
I Coríntios 14: 27-28
“E se alguém falar língua estranha... haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.”
Efetivamente, “fale consigo mesmo” é uma força de expressão. Na verdade, o que Paulo quis dizer é: “Fique em meditação com Deus”. Qual o valor de, em nossa oração, formular palavras que ninguém entende? – Que benefício trará a quem ouve?
Paulo diz que, temos de orar com inteligência (I Cor. 14: 15). Isto é: Com lucidez e clareza. Portanto, não cabe, na igreja, no lar ou em outro lugar qualquer, o crente abrir a boca e proferir palavras que ninguém e, nem mesmo ele entende, porque só faz isso aquele que é débil mental. (I Coríntios 14: 23).
Portanto, não há “língua celestial” na Bíblia. Língua é uma forma clara de se expressar. Os coríntios é que, contrário a Paulo, “criaram” um som estranho, sem nexo, sem sentido, sem nenhum valor, uma algaravia que contagiava a todos, daí Paulo pôr ordem na igreja, dizendo com firmeza: “Haja intérprete, ou então, cale-se”. I Coríntios 14: 27-28. (Estes sons chegaram até nós hoje, no século vinte, batizados com estes nomes: “língua celestial, estranha e dos anjos”).
Há pessoas hoje que começam a pregar e, de repente, repetem frases feitas de “línguas estranhas”. E os demais ficam embevecidos, entusiasmados, alegres, excitados, se contagiam logo. Mas, irmãos, o que diz Paulo? “Se não houver intérprete, fique calado.” (I .Coríntios 14: 28). Então, pergunto-lhe:
• Aquelas frases de “língua estranha” tem algum valor?
• Não! Não! Não! Não! A Bíblia as codifica de “vã repetição”. (Mateus 6: 7).
Perdão, amado! Reconhecer a verdade não é pecado. Trata-se de puro exibicionismo, manifestação satânica ou descontrole do sistema sensor (mental).
Há outros que começam a orar e, de repente, repetem as frases feitas de “línguas estranhas”. Frases curtas. Sempre frases curtas de “línguas estranhas” proferidas em meio ao sermão ou oração (veja págs. 249-250). É um hábito que não tem nenhum valor, porque ninguém entende, e Paulo é claro, veja:
I Coríntios 14: 16
“...como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o amém, sobre a sua ação de graças, visto que não sabe o que dizes?”
I Coríntios 14: 9
“Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? Porque estareis como que falando ao ar.”
Irmão, pode haver clareza maior? Por favor, não recuse a Palavra de Deus! Não se deixe levar pela persuasão e emoção. Use a verdade de Deus para quebrar os grilhões da corrente magnética, da vibração da multidão criada pelos destros atores carismáticos com suas tonitruantes frases de efeito dentro das casas de culto. Você é muito precioso para Jesus.
Paulo diz que, tais línguas estranhas não tem nenhuma utilidade, “indoutos falando ao ar”. É o mesmo que uma pessoa desmiolada, virando a cabeça para trás, começasse a cuspir para o ar.
Que pena! Milhares de pessoas sinceras estão sendo enganadas. Crendo no erro pensando ser Verdade! Que pena! Que pena! As pessoas que falam “línguas” hoje, sem perceberem, ficam repetindo frases estáticas, observe! Deus condena a “vã repetição” (Mat. 6:7).

GRÁFICO 1 – PESSOAS

OBSERVAÇÃO
Interessante é que Paulo afirmou: “FIQUE CALADO NA IGREJA”. Mas, as pessoas insistem em fazer o contrário, multiplicando as frases estáticas de línguas estranhas. E pior, agora está aumentando o número dos que repetem estas frases. O culto se torna um delírio generalizado, uma gritaria estridente, uma loucura desenfreada e perigosa, abafando a voz do apóstolo que disse: “fique calado”, “fique calado”, “fique calado!”
• Sinceramente, como aceitar que tal “barulho” é o sinal do Espírito Santo? Abram os olhos, amados, por favor!
CURIOSIDADE
As igrejas que hoje têm como doutrina principal falar “línguas estranhas”, seguindo ao “pé da letra”, o que entendem dos SONS dos coríntios, deviam também determinar que, todas “as mulheres estejam caladas na igreja... Porque é indecente que as mulheres falem na igreja”. I Coríntios 14: 34-35.
Eis aí criado o impasse, pois que, na atualidade, parece que as mulheres falam mais “línguas estranhas” que os homens nas igrejas pentecostalistas renovadas.
OUTRO PROBLEMA
Afinal: homem e mulher; negros, brancos e amarelos, não foram todos alcançados pela Cruz e são livres em Cristo Jesus? Esta exortação de Paulo às mulheres o coloca em posição discriminatória, fazendo acepção de pessoas?
• Não! Ele é contra tal atitude. Eis as provas:
Romanos 2: 11 – “Porque para com Deus, não há acepção de pessoas”.
Efésios 6: 9 – “E vós senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor deles e vosso está no Céu, e que para com Ele não há acepcção de pessoas”.
Então, há contradição na Bíblia?!
• Não! Paulo está apenas dando conselhos para “estabelecer ordem à confusão reinante” na igreja de Corinto por causa do “desvio” do Dom de Línguas.
O DOM PERFEITO
Feliz é a igreja que possui o dom de profecia, pois além de ser o mais importante, somos instados pelo apóstolo Paulo a buscá-lo. I Coríntios 14: 1. – Por quê?
• Porque edifica a igreja (I Coríntios 14: 4).
• É sinal dos fiéis (I Coríntios 14: 22).
Dois rapazes evangélicos conversavam numa fila de caixa do Supermercado Sendas-Barreto, Niterói/RJ, quando, um deles, que “malhava” um pregador, disse: “Ele quando prega a Palavra não convence ninguém, só quando fala língua estranha, convence!”
Aquele rapaz confirma com clareza meridiana a grande verdade de que o Espírito Santo nada tem a ver com estes movimentos carismáticos, envolventes, sedutores, contagiantes que mencionam o sacrossanto Nome do Senhor Jesus.


I CORÍNTIOS 14: 2
“Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque NINGUÉM ENTENDE, e em espírito FALA DE MISTÉRIOS.”
Os irmãos pentecostais fazem deste texto a fortaleza inexpugnável para provar as “línguas estranhas” que falam. Interessante, a palavra “estranha”, aqui neste verso, adquire para eles uma aura de mistério, algo impenetrável, ininteligível. Dizem, por isso, ser a língua dos anjos ou língua celestial.
Não se deve esquecer entretanto que, o vocábulo “estranha” é uma adição especial dos tradutores (não consta do original) e o sentido que queriam dar é de desconhecido ou estrangeiro.
EXEMPLO: Uma pessoa estranha, não quer dizer que seja misteriosa, anormal, esquisita ou extraordinária, mas, simplesmente que é desconhecida.
Bem, este texto não pode, de forma nenhuma, ser isolado do contexto geral que focaliza o assunto, por força da honestidade bíblica. E, a sua interpretação também carece de nossa parte, santa humildade para alcançar a profunda sabedoria do apóstolo São Paulo.
Realmente, o “... nosso amado irmão Paulo tem em suas epístolas coisas difíceis de entender, que os indoutos e ignorantes torcem, como também as demais escrituras, para sua própria perdição”. II Pedro 3: 15-16. Por isso, é impreterível que usemos a regra áurea na interpretação da Bíblia, qual seja: deixar que “as coisas fáceis de entender derramem sua luz sobre as difíceis.”
Antes de mais nada, transcrevo o que disse um dos maiores líderes pentecostais – Brumback – referindo-se ao Dom de Línguas:
“Quem já viu o verdadeiro, reconhecerá por certo o falso. Falar OUTRAS LÍNGUAS VERDADEIRAS como o Espírito Santo concede que fale, excede grandemente a imitação falsa e fanática.” – Que Quer Isto Dizer, pág. 102. Grifos meus. Citado por Elemer Hasse.
Observe que este afamado escritor pentecostal admite haver o falso e o verdadeiro, isto é, as manifestações divinas e as da carne, juntas, na igreja. Daí, todo cuidado é pouco na aceitação do que se pensa ensinar o texto de I Coríntios 14:2.
Pois bem, o verdadeiro Dom de Línguas é a capacitação divina de se falar um idioma estrangeiro para pregar o evangelho, sem havê-lo estudado na escola e, isto é, circunstancialmente, visto e provado em Atos 2: 5-11 e ratificado pelos já citados líderes pentecostais Brumback e Donald Gee. Entenda, por mais estes textos, o que é língua estranha:
Isaías 33: 19
“Não verás mais este povo cruel... de língua estranha que não se pode entender.”
Ezequiel 3: 5-6
“Por que tu não és enviado a um povo de estranha fala, nem de língua difícil... Nem a muitos povos de estranha fala, e de língua difícil, cujas palavras não possas entender...”
Portanto, língua estranha que “não se pode entender” é o idioma de uma outra nação, cuja língua desconhecemos. Contudo, ela deixa de ser estranha para aquele que a aprender na escola.
Amado, o problema todo de I Coríntios 14: 2 reside em duas expressões:
• Ninguém entende.
• Fala de mistério.

“NINGUÉM ENTENDE” – não está se referindo a todos os moradores da Terra, sabe por quê?
• O verdadeiro Dom de Línguas é entendível por aquele que fala e por quem ouve. O Pentecostes é a insofismável prova. Atos 2: 5-11. Todos os presentes à festa ENTENDERAM as línguas faladas.
• Se um crente falar uma das 3.000 línguas existentes no mundo, haverá alguém que a entenderá; quando nada por aqueles que pertencem ao seu grupo linguístico, ou seja, seus patrícios e conterrâneos. Portanto, já não será “estranha” para estes.

OBSERVAÇÃO:
Se ninguém entende, ninguém mesmo (no Céu e na Terra), senão só Deus, como afirmam, então os amados irmãos pentecostais equivocam-se ao dizer que se trata de língua dos anjos pois que, dentro da premissa lógica – ninguém entende –, os próprios anjos não a entenderiam!!!
Tampouco poderão afirmar (como o fazem Emílio Conde em O Testemunho dos Séculos, págs. 50, 51, 115, 139, 140, 152, e 156; Brumback em Que Quer Isto Dizer, págs. 102-103) que aqui e ali se falou uma língua estranha que alguém entendeu. Afinal – ninguém entendeu, diz o texto sagrado.
Veja que, pelos escritos dos autores pentecostais acima, prenuncia-se uma divergência, senão contradição entre os que advogam a tese da “língua estranha”. Por isso mesmo, reitero a você, amado, que temos de usar o bom senso, a humildade e a sinceridade de uma criança no entendimento deste texto, comparando-o com o contexto geral do capítulo. A dificuldade desaparece e o entendimento preciso do texto aflora ao ser colocada duas palavrinhas no texto: Veja:
“Ninguém NA IGREJA entende.”
EXEMPLO: Numa igreja onde só há quem fale português, chega um crente da União Soviética. Em dado momento, ele começa a orar na língua russa. Nenhum dos presentes entende o que ele está falando, só Deus compreende porque foi Quem criou todos os idiomas. Para os demais, portanto, o russo “fala de mistérios” enquanto ouvem sem nada entender.
Só o russo se edificou em sua oração a Deus, ninguém mais (I Cor.14:4). Pode até acontecer de alguém dizer “amém”, porém, o fará simplesmente por impulsos emotivos, em virtude do seu desconhecimento deste idioma.
Paulo classifica de indouto aquele que diz “amém” ao ouvir uma oração ou uma pregação em língua estrangeira que não conhece (I Cor. 14: 16). E ele tem razão; como pode alguém concordar com alguma coisa que não entende?
Outrossim, fica claro que, a língua russa, conquanto estranha para muitos, é um idioma existente, falado na Rússia e em muitos outros países e por aquele que o aprendeu na escola. Não é, portanto, “som sem sentido”, sem nexo, estático, imperfeito ou misterioso. É um idioma. Uma língua estrangeira.


“PORQUE O QUE FALA LÍNGUA ESTRANHA”
(no exemplo, é o russo orando)

“NÃO FALA AOS HOMENS”
(porque ninguém na igreja fala o idioma russo)

“SENÃO A DEUS; PORQUE NINGUÉM ENTENDE”
(a oração do russo só era entendida por Deus apenas)

“E EM ESPÍRITO FALA DE MISTÉRIOS”
(a súplica do russo era mistério para os demais, porque ninguém falava esta língua na igreja, mas não era mistério para Deus).
Toda a dificuldade seria contornada se houvesse, na reunião, um crente apenas que falasse o idioma russo. Ele então funcionaria como tradutor para os demais, e, assim, a língua deixaria de ser estranha, o mistério também desapareceria e todos seriam confirmados na fé.
Assim pois, os coríntios não estavam falando um idioma estrangeiro como um dom do Céu, pois que, esse só é dado para um fim específico – pregar aos estrangeiros – e nunca para satisfação pessoal ou porque se quer, a todo custo, por capricho ou para simples exibicionismo.
O certo é que, Paulo, ainda que de maneira velada, estranhou o que estava acontecendo na igreja de Corinto. Não aprovou ele, de forma nenhuma, aqueles sons, por isso que, por orientação do Espírito Santo, para evitar a confusão generalizada, deu estes mandamentos:
•“Falem dois ou quando muito três, durante a reunião.”
•“Cada um por vez.”
•“Não havendo intérprete esteja calado na igreja.” I Coríntios 14: 27-28.

Esta é uma prova inequívoca de que aquela língua não tinha a aprovação de Paulo. Ele foi benévolo com os coríntios, não desejando dizer que seu dom era falso ou estranho; orientou-os apenas para que estivessem alertas, pois que, o verdadeiro Dom de Línguas é diferente; não precisa da interferência humana (tradutores) porque Deus é perfeito. Atos 2: 4, 6-11.
Irmãos, estes mandamentos são válidos, hoje, da mesma forma que o foram naquela ocasião. O Espírito Santo ainda é a autoridade na igreja. O Espírito Santo está vigilante e muito entristecido por ver o mesmo fenômeno de Corinto hoje nas igrejas, e as pessoas acharem que seja Ele o autor. Observe:
O que acontece nas reuniões pentecostalistas hoje? Dezenas de pessoas, todas ao mesmo tempo, falando as chamadas “línguas estranhas”. Ninguém consegue manter o controle. Pelo contrário, em muitas igrejas, a ordem é gritar mais, gemer mais, se emocionar mais, pois que, assim entendem estar agradando ao Espírito Santo, ou quando nada, permitindo-se por Ele ser usado.

Ó, irmãos, é um equívoco. O desejo do Espírito Santo é outro. Ele não agiria de uma forma em Corinto e de outra forma no Brasil. Não, amados, lamentavelmente os Seus mandamentos são transgredidos. Parece que as pessoas não querem mesmo dar ouvidos à Sua voz cálida: “não havendo intérprete, cale-se”.

Sim, amado, a sinceridade me obriga a afirmar, e o faço por amor, creia: As gritarias ensurdecedoras de dezenas de pessoas balbuciando e gemendo com um zumbido dirigido, são manifestações da carne, “... pois não está sujeita a Lei de Deus, nem em verdade o pode estar”. Romanos 8: 7. Eu estou à vontade para dizer isso, porque tenho o apoio dos líderes pentecostais mencionados neste capítulo, que foram claros ao definir a “imitação falsa e fanática” do Dom de Línguas.
Diante disso, digo-lhe, com respeito e amor, não existe na Bíblia,“língua estranha”, “língua dos anjos”, nem “língua celestial”. O que há foi esta dificuldade criada em Corinto, pela contrafação do verdadeiro Dom de Línguas.
Provado está que, a condição espiritual da igreja de Corinto não favorecia a doação do Dom de Línguas pelo Espírito Santo (leia a pág. 233). Todavia, eles o queriam de qualquer forma. E quem faz ou deseja algo do Céu pela sua própria vontade, na carne, pode ser envolvido com facilidade pelo engano do diabo.

VERDADEIRO DOM DE LÍNGUAs

Capacidade de falar outros idiomas sem os haver estudado na escola. Recurso divino para facilitar a pregação do evangelho aos estrangeiros.

FALSO DOM DE LÍNGUAs
Palavras complicadas, esquisitas, místicas, incompreensíveis, proferidas por alguém em delírio, em “transe”, ou mesmo em estado normal (neste caso é pura vaidade, condicionamento da mente, ou exibicionismo).

Na ânsia de falar “línguas”, muitos crentes, sem o perceberem, excitam as suas emoções, estimulam-se com veemência e emotividade, fustigam e ativam mesmo os nervos (*), “com o fim de precipitar desenlaces emocionais, para produzir soluços e gemidos estáticos, ou risos arrebatados, o chamado ‘riso santo’... contudo, denominar o produto destes arrebatamentos (os soluços e gemidos) de línguas, é confusão, porque soluço e gemido não é língua. Muito menos línguas. Língua é um sistema de linguagem pelo qual os seres, dotados de inteligência, se comunicam e se entendem.” – Luz Sobre O Fenômeno Pentecostal, Elemer Hasse, pág. 99.
O supracitado, fiel adventista do Sétimo Dia, Elemer Hasse, nos dá a respeito, um esclarecimento oportuno por experiência própria, haja vista, ter sido um profundo estudioso da matéria, tendo pleno conhecimento dos bastidores pentecostais. Com relação às línguas aí faladas, e, por ele ouvidas, diz:
“A diferença de suas algaravias residia em produzir, ora sons guturais, ora nasais e outras vezes sibilante; numas predominando as sílabas ‘lá’ e ‘que’, noutras ‘ma’ e ‘si’, em desenfreado descontrole, mais ou menos o seguinte: ‘Laralaque, laque, laque! Lique! Lique! Lique! Lique! Salalaque, mamauá, meneasiri, si – sis – si – si – sisi... cára, cá, cá, que!’ etc. São assim, com variantes, as estruturas centrais das chamadas ‘línguas estranhas...!”’ – Idem, pág. 156.
Estas línguas não contêm substantivos, verbos, adjetivos nem outros componentes lógicos da linguagem humana. Por favor, o que é isso, então?
EXEMPLO: Se eu lhe disser:
“Páter Remond Ro En Tóis Uranóis”.
Você entenderia? Dirá que estou falando língua estranha? Bem, esta frase quer dizer: “Pai nosso que está no Céu”, em grego, um idioma conhecido. Aqui há concordâncias verbais traduzíveis, conquanto pareça e seja “língua estranha”.
(*) Esta é a prática usada nos exames de eletro-encefalograma, onde os pacientes, depois de terem os fios ligados nos cabelos de sua cabeça, recebem ordens do profissional para inspirar e expirar suavemente. Depois vai intensificando a aceleração gradativamente, até que, de repente, em muitos casos, o paciente sofre alterações neuro-sensoriais, tendo reações inteiramente descontroladas.
Semelhantemente, isso ocorre em reunião onde há intenso ruído, gritos, gemidos e muita música, e onde a participação física e ativa do crente é real, com palmas, movimento do corpo, olhos entreabertos e intermitentes ordens do líder. De repente, a pessoa entra em estado psico-mental-emocional e começa a emitir descontrolada e estranhamente, sons sem sentidos pelo descontrole do sistema sensor, e dizem ser isso “línguas estranhas”. Qualquer pessoa que presenciar os delírios provocados por alterações orgânicas acentuadas como: estupor, febre violenta, desidratação, descompressão, etc., dirá: está falando língua estranha! É tudo descontrole mental.
O Dr. Tancredo Vilhena Sobrinho esteve, a convite de amigos, antes de ser Adventista do Sétimo Dia, em duas reuniões às quais assim descreveu:
Primeira:
“Comparecemos... numa noite de verão de 1944... a uma reunião no interior paulista, em igreja de um desses grupos religiosos que proliferam em toda parte... Alguém orava em voz alta, súplice e quase chorosa, em meio a... ‘glórias’, ‘aleluias’, ‘améns’, ‘glórias a Jesus’, proferidas por toda a congregação... A oração... era secundada por fervorosas confirmações de ‘batiza ó Pai’, ‘batiza agora’, ‘dá-me o selo’, ‘batiza sim’,... até que um dos presentes desatou a engrolar exatamente isto:–‘ tabititi, tabititi, tabititi (muito repetido), maralá, maralá, maralá, maralá. Siquiá, siquiá, siquiá.”’

Segunda:
“Em julho de 1948, numa cidade menor, próxima daquela... vindo de São Paulo um notável médium especializado em efeitos de materializações espíritas, realizava práticas para seus adeptos... fomos para lá... De repente, um dos médiuns começa a fungar. Está ocorrendo a incorporação, isto é, um espírito chegou e entrou no médium... Um dos presentes... começa a articular palavras repetidas... mais ou menos assim: Macaliti, macaliti, macaliti (ou provavelmente ‘nacaliti’ pois o som não era muito distinto, embora alto). Izabu, izabu, izabu. Macaliti, macaliti... Lambantã, pororó, ciquidi.’” – Revista Adventista, 10/76.
Eis pois, a origem comum do fenômeno glossolálico, numa sessão espírita e num Templo Pentecostal e, agora, no catolicismo, de forma impressionante. O livro Católicos Pentecostais informa que padres, freiras e leigos, estão, também, falando em línguas normalmente. Continue lendo, logo conhecerá esta língua.
Bem, tais línguas são de cinco décadas atrás, e ouvidas por pessoas distantes uma da outra, e tem uma semelhança tremenda, conquanto ocorrerem em dois pólos diametralmente opostos. Agora, perceba as línguas de hoje:
“Cantaialas, alarraias, rAleluias ele cantaialas, glória cantaiala, narraias laia lanarraias.”
Marta Anderson (Pentecostal).

“ALABAXÚ, ALABAXÚ, ALABAXAIA, ALABAXAIA - SURILABATAI”
(Pentecostal)
Notou a diferença das línguas estranhas faladas por irmãos pentecostais, num espaço de 50 anos entre sí? Não houve uniformidade entre as línguas, muito embora o Espírito Santo seja perfeito. Por isso, as línguas relatadas por Elemer Hasse e Dr. Tancredo Vilhena, se assemelham tanto que deve preocupar os sinceros.
Agora, ouça as línguas faladas no candomblé, e veja a incrível semelhança com as línguas pentecostais, predominando a sílaba “ma” e “lá”:
“Terra de Cantarinamaia. Rimaracaxô Select manaios.”
Um querido irmão, egresso do candomblé, hoje membro atuante da Igreja Adventista do Sétimo Dia, disse que, realmente, lá se falam línguas idênticas, tremendamente semelhantes; e outro afirmou que “MANAIOS” é origem de outra palavra que quer dizer: árvore da mata. No candomblé, prosseguiu, MATA está muito ligada com Exú, que é Satanás.
O Dr. Fernando Pretti, funcionário do Governo do Espírito Santo, foi, durante onze anos, membro super atuante da Igreja Pentecostal Maranata. Relatou no livro que escreveu e editamos – A IGREJA DO MONTE, sua incrível conversão à Igreja Adventista do Sétimo Dia onde está há três anos. No dia 4/1/1996, esteve em minha casa e mencionou as línguas que se falam na Igreja Pentecostal Maranata:
“I Uandalamarrai I Chirrai Sirraz (Balabarrás)
I Ulaissí, Ôh Surriei”
Ele disse que todos lá falam estas línguas, mas fez questão de frisar: “A língua Balabarrás era exclusiva minha.”
– Então eu lhe perguntei: O que ela quer dizer?
– Ele respondeu: “Não Sei!”

As línguas do Movimento Carismático Católico são produzidas após cantarem uma linda canção pedindo que o Espírito Santo desça como o fogo, na hora da oração pela cura. A pessoa que as fala e interpreta, o faz em nome de Jesus, em nome da virgem Maria e em nome de outros santos, que menciona à medida que fala. As línguas soam bastante repetitivas e intermitentes, assim:

“SHALABABALALA... BABALABABALA... BALABAIAM... BALABAIAM... BALABAIAM...”
No dia posterior à reunião que estive, conversei com a pessoa que falou tais línguas e pedi-lhe que as repetisse para mim. Ela informou ser impossível, pois era um influxo do Espírito Santo quando descia na reunião.
Então lhe falei: No início do século este “dom” era uma reivindicação apenas pentecostalista, depois foi visto no espiritismo e agora no meio católico carismático. Ela então me disse: “Os cristãos vão se unir. Não diz a Bíblia que haverá um só rebanho e um só pastor?” (A propósito, leia algo interessante na pág. 261).
Meu amado, leia com carinho e tire as conclusões corretas:
Tiago 1: 17 – “Toda a boa dádiva e todo o DOM PERFEITO vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.”
Agora ouça o que disse Robert J . MacDonald discursando para os fidei-comissários, dirigentes e delegados da Septuagésima Sétima Convenção Anual Espírita:
“Um dos mais recentes fenômenos observados no campo da religião é o interesse pela glossolália (dom de línguas estranhas), que já atinge as Igrejas Protestantes tradicionais... Quando o espiritismo moderno surgiu, em 1848, muitos médiuns de então, experimentaram o fenômeno, e até hoje ele segue manifestando-se em certa extensão em nosso meio.” – The Summit 07 Understanding (O Clima da Compreensão Espiritual), Novembro de 1964. Todo cuidado é pouco, não acha?
O saudoso Pastor Roberto Rabelo, orador emérito da Voz da Profecia, conhecido, amado e respeitado pelos evangélicos em geral, afirma o seguinte:
“Competentes linguistas têm ouvido centenas de gravações destes sons e opinam que eles nada têm em comum com qualquer das três mil línguas faladas na Terra. Um deles, de fama mundial, o Dr. Willian Welmers, professor de línguas africanas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, diz:
‘Até o presente nenhum linguista identificou qualquer emissão ‘destes sons’ como qualquer língua humana real, existente hoje, no passado ou no futuro’ (These Times, 4/70 p. 11). O professor Welmers, que é cristão, crê também que elas não representam línguas dos anjos. Citamo-lo de novo:
‘Mesmo uma língua celestial se ela for traduzível, deve mostrar algo das características da linguagem como a conhecemos. Deus não é irracional, e a linguagem humana existe simplesmente por que fomos criados à Sua imagem.’” – Atalaia 3/76, pág. 11.
Efetivamente, não foi glossolália, não foi língua dos anjos e não foi língua Celestial, o som que os coríntios emitiram, e sim, as mesmas línguas mono-silábicas ouvidas em reuniões carismáticas de hoje, instigados por um descontrole total de suas emoções. E o que é pior, correndo o grande perigo de serem enlaçados pelas artimanhas e ciladas de Satanás. E hoje, milhares caem na esparrela de Lúcifer, indo pelo mesmo caminho dos coríntios. Que você não seja um destes.

OBSERVAÇÃO CURIOSA:
I Coríntios 14: 21
“Está escrito na lei: Por gente DOUTRAS LÍNGUAS, e por outros lábos, falarei a este povo; e ainda assim não Me ouvirão, diz o Senhor.”
Este texto entrou neste famoso capítulo 14 de I Coríntios como uma ilustração feita por Paulo para deixar claro que, quando ele menciona o termo “línguas” quer se referir a idioma e nunca a sons sem sentidos. Se não for assim, este verso está perdido (frase anacoluta), pois não tem nenhuma ligação lógica com o pensamento discorrido pelo apóstolo. Meu amado, o Dom perfeito vem do Alto (Tiago 1: 17). Lógicamente, o dom imperfeito vem de baixo. Por favor, medite nisto com carinho, lendo todo o capítulo com calma.

ENCONTRO ÍNTIMO COM DEUS
Não questiono que cada crente tenha seu “encontro íntimo” com o Senhor. Conforme as circunstâncias, podemos nos “embriagar” de Deus, experimentando momentos de profundo prazer espiritual, que se dá como um sentimento expressivo, entusiasmo agudo e momentâneo, porque nós fomos feitos para Deus, e só nEle encontramos completa satisfação. Isso ocorre bastante comigo.
Entendo também que esta ânsia por Deus, varia de intensidade de pessoa para pessoa no vigor de sua faixa etária. A experiência pessoal com Cristo é inexplicável, pois é vivida e sentida bilateralmente: o crente e Cristo.
Alguns são de vibração intensa. Sua comunhão com Deus é um amplexo vibrante; não raro trata-se de pessoas muito emocionáveis e impulsivas. Porém, não se perde o controle mental se o Espírito Santo atua em sua vida.
Na verdade, quando fechamos a porta de nosso quarto (Mat. 6: 6) e, a sós com o Pai Celeste, podemos entreter uma maior e melhor comunhão; e dependendo do estado d’alma e do sentimentalismo de cada um, podem ocorrer momentos de indizível gozo. E, neste supremo deleite podemos nos alegrar muito, traduzindo os anseios de nosso coração nas vibrações do mais profundo de nosso ser, porém, desacompanhados de contorções, explosões, convulsões ou empurrões; muito menos palavras ininteligíveis.
Assim como o Espírito Santo intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Rom. 8: 26), não será demais que, no ápice de nossa comunhão com Deus, Ele nos inunde de gozo, satisfação plena, paz confortante, confiança, tudo isso em meio a copiosas e benfazejas lágrimas.
Nós devemos nos colocar em condições para que as delícias deste “encontro íntimo” ocorra conosco. Se acontecer, será uma experiência a mais em nossa vida cristã. Se, contudo, não ocorrer, não nos fará falta, pois que não as buscamos como se nos faltasse alguma coisa para nos confirmar como cristãos verdadeiros, reais herdeiros do Rei Jesus, ou para sermos salvos.
Nunca devemos buscar nada do Céu através de emoção para fortificar nossa fé. Fé não é emoção. A emoção geralmente é aproveitada por Lúcifer para criar suas sutís contrafações.
Compreendo também que, só devemos buscar esse “encontro íntimo” no recesso do lar, a sós com Deus, longe de tudo que se possa tornar motivo de vanglória, escárnio, exibicionismo ou vaidade.
Ao agirmos assim, uma coisa fatalmente ocorrerá, mesmo que não experimentemos todo o gozo deste profundo colóquio com o Senhor: iremos fortalecer o processo vital da oração particular (sangue da vida espiritual). E não será sem tempo, advertir que, ainda ali, há possibilidade segura de Satanás interferir e enganar o crente, pois ele tem acesso ao quarto do cristão, caso este não ande em toda a Verdade, de maneira que os anjos de Deus levantem uma “barreira de fogo” ao seu redor. Com esta “cobertura”, estará o crente protegido e em condições de ouvir a voz cálida e suave do Espírito Santo. Aleluia! Glória a Deus!

ÊXTASE PENTECOSTAL
Sintonizei a Rádio Metropolitana, num domingo às 14:00 h, no culto da Igreja Pentecostal do Rev. Davi Miranda. Quando este homem iniciou a oração que durou mais de trinta minutos, todos começaram a gritar fazendo incrível alarido, nada se ouvindo. Apertei o rádio ao ouvido para, pelo menos entender a oração; e as palavras dele soavam assim:
ôôôôôôaleluuuuuuuuuuuuuiaaaa abençôôôôôa
meu Deuuuuuuuuuuus, etc.
Entre os gemidos emitidos, e, em meio à oração, soltava impressionantemente uma gargalhada estranha e horripilante. E a multidão batia palmas e gritava freneticamente.
Crêem estes irmãos pentecostais, que tal barulho é a atuação do Espírito Santo enchendo-os do poder, e daí para falar línguas, é um pulo. (Aconselho-o a ler meu livro BABILÔNIA E SUAS FILHAS, onde encontrará subsídio a mais para esclarecimento deste tema).
Uma jovem explicou como as pessoas em uma igreja pentecostal que ela frequentava se tornavam “cheias do espírito”. Disse ela:
“Todos os que nunca tiveram sido ‘cheios’ sentavam-se juntos a frente em fileiras com quase nenhum espaço entre as pernas, de sorte que, praticamente se tocavam uns aos outros. Aqueles que tinham mais experiência assentavam-se atrás. O regente de música ficava em uma plataforma e os dirigia em coros. Dentro em breve, aqueles que estavam na parte de trás eram ‘cheios do espírito’. A seguir, fileira por fileira, os iniciados começavam a falar línguas.” – Lição da Esc. Sab. 3/86.
Outros descrevem isso como uma corrente elétrica que se inicia no pé e sobe para a cabeça, produzindo reações e sensações completamente fora de controle. Como você vê, tudo premeditado por pessoas que descobriram ser a mente altamente influenciável e, por isso mesmo, podem acioná-la para seus propósitos. É lamentável! É uma pena! Mas... é a verdade!
Entrei numa dessas igrejas, em um domingo à noite. Tão logo assentei-me, o ventilador que ficava próximo, apresentou defeito. Chegou alguém para consertá-lo, enquanto o pastor pedia a um diácono para orar. Como de praxe, todos participaram, gemendo, gritando e clamando.
O interessante é que, enquanto todos oravam, o pastor, pelo microfone, e em voz alta, dava orientações sobre o ventilador. Até que, finalmente disse: “Pare, deixe ficar...” Ao mesmo tempo, várias pessoas transitavam para lá e cá e outros abriam e fechavam os olhos, etc. Percebi que o barulho tem mais valor que a reverência nestes locais. E que a intenção é envolver a todos em arroubos de emoção.
O que acontece nestas reuniões é um contágio generalizado, que é muito natural. A rigor, não se sorri em velório, nem se chora em festa de aniversário. Onde há um grupo de pessoas sorrindo a tendência natural é sorrir. Da mesma forma, onde há pessoas chorando, fatalmente todos, ou muitos, chorarão. O estado emotivo contagia até mesmo os insensíveis.
Todo ser humano tem uma vasta região subliminar que envolve a instabilidade nervosa, por isso ocorrem as vertigens, alergias ou pranto descontrolado; “visões”, enunciações vocais involuntárias (línguas estranhas) que, em realidade, são crises emocionais.
A mente é fantástica. Você esquece, por exemplo, algo passado em sua infância. Porém, não fica apagado em sua lembrança; apenas desaparece de sua memória, ficando alojado no subconsciente.
Tais recordações podem aflorar à nossa consciência naturalmente ou em estado de profunda emoção, transes psíquicos, sonhos, etc. Uma pancada na cabeça pode fazer alguém esquecer muita coisa, ou relembrar fatos que havia esquecido por completo. Não é sem motivos que é na mente onde atua o Espírito Santo. Ela é fantástica.
A propósito, destaco do livro “Forças Misteriosas Que Atuam Sobre a Mente Humana” do Dr. Fernando Chaij, editado pela Casa Publicadora Brasileira, cuja leitura aconselho aos irmãos, este precioso parágrafo, da pág. 239. Grifos meus.
“Um clima de excitação geral e forte sugestão coletiva pode curar muitas doenças de natureza histérica ou neurótica. A ciência sabe que neuroses podem produzir no corpo toda espécie de irregularidades funcionais. Até cegueira e paralisia podem ter causa puramente emocional, e tais disfunções podem desaparecer instantaneamente se algo atingir o subconsciente com impacto, visto ser a raiz de muito trauma psíquico.”
A mente é o mais perfeito “computador” existente. Ela funciona com a exatidão de uma máquina fotográfica, captando tudo que alcancem os olhos. A mente é onde atua o Espírito Santo. É ela que comanda toda reação de nosso corpo.
Todos os nossos sentimentos normais, emoções profundas, anseios frenéticos, advém do cérebro por vias naturais; porém, podem sofrer a falsificação de Satanás. Por isso, temos que zelar por nossa mente, trazendo-a sempre cativa a Cristo, com pensamentos nobres e puros; sentimentos de alegria e gratidão, etc.
Há pessoas que vivem à cata de emoções diferentes. Um jovem evangélico me disse ter descido certa ocasião uma ladeira de bicicleta e de olhos fechados, logrando sentir emoções diferentes. Felizmente está vivo.
De igual forma, o arroubo, emocionalismo e êxtase são, para muitos crentes pentecostais, a razão de sua fé. A satisfação de intensa excitação nervosa ou psíquica levando-os a extasiarem-se, é o que anseiam dentro de sua religião. Por isso que, quando ele vai à outra igreja não pentecostal, diz ser uma reunião fraca, fria, sem poder, etc. É porque sua mente se acostumou com aqueles excitamentos, e tudo que for contrário não lhe satisfaz. Sua mente não consegue alcançar mais nada que não seja excitável ou barulhento. (A mente tem estas características: ela pode ser induzida, sugestionada, cauterizada... todo cuidado é pouco, com ela).

TRANSE
Transe é o transpasse psíquico de arrebatamento, do estado consciente para o subconsciente. O arroubo então chega a alcançar o clímax, o ponto máximo, que é a linha de passagem de um estado d’alma para outro. É o seguinte:
A pessoa se excita de emoção em emoção, clamando, gritando, chorando, implorando, gemendo. De repente há o desequilíbrio mental. As emoções ficam descontroladas e a pessoa neste “gozo” faz caretas, trejeitos, ri, chora, grita e geme; então ocorre a dificuldade em articular as palavras. Aí surgem as “línguas estranhas”.
Em tal estado, tudo pode acontecer; por vias normais e sobrenaturais. Pelo lado normal (físico) a pessoa extravasa seus arroubos de emoção (muitos gritos, choro, sorrisos, etc.); pelo lado espiritual, o malígno aproveita o estado emocional e lança sua contrafação. (Há fatos comprovados de crentes que, nestas circunstâncias – cheios do “espírito” – até crimes cometeram. Os jornais noticiaram).
Os crentes de temperamento muito forte chegam com mais facilidade ao clímax do transe. E deste estado contagiante ninguém escapa, ou pelo menos quase ninguém, porque os mais emocionáveis contagiam os menos emotivos.
Fato singular é que as pessoas que foram espíritas ou têm tendências neuróticas e histéricas, ao entrarem para uma igreja de fé pentecostal, falam línguas na primeira reunião (isto é uma realidade comprovada); o que não ocorre com crentes de temperamento pacato e que não têm a facilidade de se emocionarem. Amado, isso é fruto de pesquisa. Fatos comprovados.

PORTAS FECHADAS PARA FACILITAR
Você já pode ter ouvido alguém dizer:
• “O irmão fulano quase foi batizado com o Espírito Santo. Eu o estava observando. Se ele tivesse orado um pouco mais, teria recebido o batismo”. Isto equivale dizer:
• “Se ele tivesse se excitado um pouco mais, teria caído em transe.”
Você sabe porque há aquelas reuniões pentecostalistas de portas fechadas, só para eles? Alguém observou que isto ocorre porque, se tiver um descrente ali, poderá perturbar ou impedir de o crente chegar ao ápice ou êxtase de sua “emoção diferente” (“batismo do espírito”).
Ora, ficaria o Espírito Santo inibido de manifestar-Se só por causa da presença de um estranho? – Aí está a razão porque creio que tais manifestações são inteiramente carnais.
O que ocorre é, que, todos sabemos que pessoas estranhas inibem nossos sentimentos, sufocando assim, lágrimas e sorrisos.
Outro fato a considerar é que, sem entusiasmo, barulho, grito ou gemido, não há o desencadeamento emocional. Quando não há muita música e muita excitação, há menos “batismos”.
As pessoas então ficam anos praticando este ritual: Gritos + barulho + gemidos = emoções fortes que resultam em “línguas”. E a mente, assim, vai sendo deteriorada.
Para facilitar a excitação e precipitar o transe, os crentes são ensinados com insistência a não “resistir” ao Espírito Santo, a “entregar-se”, a “deixar a mente vaga”, etc. Ouvi dizer que tais conselhos são os mesmos do espiritismo e do hipnotismo. Fui conferir e é verdade mesmo!

PORQUE É DIFÍCIL PARAR DE FALAR LÍNGUAS?
Depois de anos repetindo a “língua”, o sistema nervoso passa a funcionar como uma chave elétrica – “liga” e “desliga” – automaticamente.
Em muitos casos há uma deterioração da mente pelo excesso desta prática, de modo que a pessoa se torna incapaz de controlar seu sistema nervoso. Sempre que ela deseja se expressar em seu idioma natural, o órgão da fala desanda em língua estranha. Nesses casos, há necessidade de um reexercício da mente. Uma reeducação mental.
Um irmão que foi de uma dessas igrejas renovadas (que se tornou Adventista, lendo o Assim Diz O Senhor), disse haver lá uma senhora que, constantemente enrolava a língua, soltando uma imensidão de estranhos sons, que ninguém entendia. Isto acontecia quase que involuntário à sua vontade. O diácono então, conhecedor que era do fenômeno, tocava-lhe ordenando-a a calar-se, o que ocorria de imediato. Ela “ligava” e o diácono “desligava”.
Querido irmão, a Verdade pura do Criador, pela atuação do Espírito Santo, tem que entrar no coração através das faculdades mentais pelo processo racional do pensamento, e produzir mudanças radicais na vida. Deteriorar a mente é plano de Satanás, para que ela não alcance a Verdade que liberta, salva, traz paz e gozo no Espírito Santo.

CULTO RACIONAL
A religião de que o homem precisa entrar em transe para sentir gozo espiritual, alegria, contentamento, e penetrar uma “nova realidade”, não se coaduna com os princípios cristãos, porque, tais emocionalismos e êxtases são, fundamentalmente, reminiscências dos cultos pagãos do passado que a Bíblia relata haver Deus ordenado sua destruição total (I Reis 18:22-39). Hoje, entretanto, imperceptivelmente, o diabo está misturando o santo com o profano, o certo com o errado, o calmo e equilibrado com o nervoso, irritadiço e barulhento. Lamentavelmente, existem cultos rotulados de evangélicos que mais parecem cerimônias pagãs do remoto passado, ou, quando nada, muito se assemelham.

Os cultos pagãos (religiões de mistério) praticados pelos magos do velho Egito e feiticeiros primitivos, eram rituais com muita música e participação física de seus adeptos, coletivamente. Não diferem também hoje, senão veja:
As tribos africanas promovem seus rituais com danças exaustivas, intenso ruído de tambores, bebidas e provas de força e coragem.
Os faquires da Índia, misturam mágica e sofrimento (cama de pregos); encantamentos e manuseio de serpentes venenosas, com muita música, canções, bebidas e cerimônias.
As modernas sessões de espiritismo, consistem em uma mesa grande onde, os adeptos, assentados, começam a cantar músicas (pontos) batendo palmas intermitentemente.
No candomblé, os tambores rufam, acompanhados de outros instrumentos musicais, com palmas, batidas de pé, rodopio do corpo, cabeça para frente e para trás, etc.
Na umbanda , a “gira” (cerimônia), geralmente se inicia com invocações das falanges (linhas dos santos) através de “pontos cantados” (cânticos com ritmo marcado por atabaque – tambor).
Todos esses rituais são extremamente contagiantes porque exigem a participação física do adepto ao compasso de estridentes e ritimadas músicas, fazendo-o chegar ao transe espírita que é, sem sombras de dúvida, produzido pelos espíritos de demônios (Apoc. 16:14).
Agora, responda o irmão com sinceridade: Não ocorrem coisas semelhantes nas igrejas renovadas e carismáticas? E no catolicismo? Quem está imitando quem?
Como vê, irmão, o culto que temos de oferecer ao Senhor tem que ser um culto racional (Rom. 12:1), isto é, com raciocínio e inteligência; sim, que expresse também nossa gratidão e alegria, e esta se completa com a música, mas... a música é para louvar a Deus e não para levar ao delírio e êxtase frenéticos.
A música que tem a propriedade de excitar e “mexer” o corpo, a cabeça, os ombros, o pé... FORA COM ELA – esta música é do malígno. A música divina e que deve fazer parte de nossa adoração é aquela que enleva o crente espiritualmente. Que o faz sentir-se junto a Deus, em suaves acordes de melodia eterna.
Portanto, nosso culto não pode, jamais, assemelhar-se às múltiplas formas de rituais explorados pelo diabo.
Ademais, levando-se em conta que nossa mente é por demais influenciável pela sua própria estrutura, temos que trazê-la cativa aos princípios santificadores, subjugando-a ao Senhor em santidade e reverente adoração, porque, música altissonante, ruído intenso, palmas, luzes, rituais e cerimônias emocionantes e excitadas são artifícios que facilitam romper as barreiras da realidade cotidiana e entrar em transe, pois tais artifícios, são potencialmente capazes de provocar alterações no nosso sistema sensor. Abra os olhos amado, ...

Extraído do livro ASSIM DIZ O SENHOR,de Lourenço Gonzalez.

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MensagemAssunto: Re: O fenômeno das 'línguas estranhas'.   Sab 01 Dez 2012, 00:06

Sobe!

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O fenômeno das 'línguas estranhas'.
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