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 O Discernimento do Ministério do Louvor e da Pregação

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Antonio Claudio
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MensagemAssunto: O Discernimento do Ministério do Louvor e da Pregação   Ter 26 Jul 2011, 16:38

"Cultos podem estar sendo substituídos por shows, e adoração e louvor por apresentações especiais. Estrelas podem estar surgindo nesta Seara, onde, pela profecia divina, poucos são os trabalhadores."



Desenha-se um novo quadro em nosso “meio” evangélico. Percebe-se nos últimos anos, impulsionado pelo crescimento das igrejas evangélicas no Brasil, que alguns pregadores e cantores acabam destacando-se mais que outros e, conseqüentemente, são mais requisitados para congressos, seminários e eventos especiais das igrejas. Na ótica da sociedade moderna, isto é muito natural, nada especial. O problema é que estamos falando do mundo espiritual, da Igreja do Senhor, da Obra de Deus.



Não fosse o perigo dos desdobramentos deste novo quadro do nosso mundo “moderno”, em relação ao corpo de Cristo, preferiria ficar calado, mas omissão aqui é perigosa, e esta é a função do profeta e do sacerdote: Alertar! As escrituras são claras na ênfase que o Senhor dá, quando afirma que estamos no mundo, mas não somos do mundo (Jo 17:14), e arremata, quem ama o mundo, o amor do Pai não está nele (I Jo 2:15). Nesta fronteira entre o Divino e o humano é preciso ter discernimento espiritual.



Há uma lei que rege o nosso mundo: a lei da oferta e da procura. Ela determina os valores e preços das “coisas”. Por esta lei, cantores e oradores mais famosos e, conseqüentemente, mais requisitados no mundo secular, têm um “cachê” maior. Aí está o perigo. Esta regra está se inserindo no nosso meio. Cultos podem estar sendo substituídos por shows, e adoração e louvor por apresentações especiais. Estrelas podem estar surgindo nesta Seara, onde, pela profecia divina, poucos são os trabalhadores.



Dia desses recebi um telefonema de um coordenador de juventude, que no desejo de que eu fosse pregar em seu congresso, perguntou-me qual seria o “cachê” para estar lá 3 dias. Respondi antes que me desse a data e os detalhes: Não vou! Claro que fiz isto em tom amistoso, mas na seqüência expliquei a ele que esse negócio de “cachê” não faz bem ao nosso meio e que ele poderia como amigo, até me dar uma ajuda de custo, diante do deslocamento e das despesas que teria, mas a forma como foi colocada a abordagem caracterizava uma espécie de comércio, de negócio, “toma lá, dá cá”. Qualquer pessoa de bom senso sabe que todos nós temos despesas, sustentamos família, e que precisamos de dinheiro. Aí alguns cantores e pregadores dirão: ...é, mas alguns não têm esse bom senso. E é verdade. Em ambas as pontas existem os mal intencionados, os “Judas da vida”, contudo isto não justifica aqueles que têm o ministério divino do cântico ou da pregação, agirem como o mundo.



Há nesta “química”, uma diferença sutil entre o mundo e a igreja que os homens carnais e naturais não conseguem divisar. Os detentores da chamada divina para pregar ou para exercer o ministério do louvor, enfim, os requisitados para “testemunhar” a palavra precisam deste discernimento, para não serem envolvidos pelo “sucesso”. Com isso, poderão ter inúmeros problemas, calotes, dificuldades financeiras. Já levei muitos calotes. Alguns dão por inocência, outros premeditados. Fazer o quê?! Quando isto acontece, aceito como permissão e provação divinas, parte do processo da maturidade. Com o tempo aprendi que nem sempre os recursos de Deus vêm de onde a gente espera.



É bom lembrar aqui, aquela experiência de Pedro que, orientado por Jesus, pescou um peixe e, pasmem, na boca dele tinha dinheiro suficiente para pagar as contas dos discípulos (Mat 17:27). Outro exemplo interessante é a experiência do profeta Elias que, na crise, foi alimentado por urubus (corvo é primo do urubu), que de manhã e à tarde traziam pão e carne ao homem de Deus (I Rs 17:04), para escândalo e nojo da nova geração dos “mauricinhos e patricinhas” que se formam nas portas das igrejas (intituladas hoje de tribos), freqüentadores dos “fast foods”, de “shopping centers” após os términos dos cultos.



Voltando ao assunto, onde está o perigo nisto tudo? Está na “materialização” do nosso ministério. Na “mercenarização” de nossa chamada divina. Não foi sem razão Jesus ter se indignado, a ponto de dar chicotadas naquela corja de cambistas que se instalou na porta do templo, e que se aproveitava da lei da oferta e da procura, inflacionando a venda de animais para o sacrifício, ou no câmbio das moedas, explorando os fiéis penitentes que visitavam, Jerusalém (Mt 21:12).



Fica aqui um ponto para reflexão e debates, aos cristãos escritores, pregadores e cantores, que já estão a exigir camarins especiais, cachês altíssimos, “limusines” e tapetes vermelhos na porta dos aeroportos (Viaje pela TAM). Vale aqui um pouco de humor e, por favor, não há nenhum sentimento de dedo em riste. Apenas uma reflexão, para não nos desviarmos da rota estabelecida por Jesus: “Quem quiser seguir após mim, tome a sua cruz e siga-me”(Mt 16:24). Preocupa-me aquela outra terrível frase que será dita naquele dia a alguns que hoje estão pregando, cantando, expulsando demônios, pastoreando: “Apartai-vos de mim, vós que praticaste a iniqüidade. (Mt 25:41) (iniqüidade = pecado premeditado).



Falo àqueles que querem ter discernimento, que realmente querem exercer o chamado de Cristo, para que depois não cobrem de mim, dizendo que nunca alguém os advertiu. Aos outros, por favor, ignorem o que escrevi, façam de conta que nem existo.



Por Pr. Hidezaku Takayama
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MensagemAssunto: Re: O Discernimento do Ministério do Louvor e da Pregação   Sex 29 Jul 2011, 18:30

Antonio Claudio escreveu:
"Cultos podem estar sendo substituídos por shows, e adoração e louvor por apresentações especiais. Estrelas podem estar surgindo nesta Seara, onde, pela profecia divina, poucos são os trabalhadores."



Desenha-se um novo quadro em nosso “meio” evangélico. Percebe-se nos últimos anos, impulsionado pelo crescimento das igrejas evangélicas no Brasil, que alguns pregadores e cantores acabam destacando-se mais que outros e, conseqüentemente, são mais requisitados para congressos, seminários e eventos especiais das igrejas. Na ótica da sociedade moderna, isto é muito natural, nada especial. O problema é que estamos falando do mundo espiritual, da Igreja do Senhor, da Obra de Deus.



Não fosse o perigo dos desdobramentos deste novo quadro do nosso mundo “moderno”, em relação ao corpo de Cristo, preferiria ficar calado, mas omissão aqui é perigosa, e esta é a função do profeta e do sacerdote: Alertar! As escrituras são claras na ênfase que o Senhor dá, quando afirma que estamos no mundo, mas não somos do mundo (Jo 17:14), e arremata, quem ama o mundo, o amor do Pai não está nele (I Jo 2:15). Nesta fronteira entre o Divino e o humano é preciso ter discernimento espiritual.



Há uma lei que rege o nosso mundo: a lei da oferta e da procura. Ela determina os valores e preços das “coisas”. Por esta lei, cantores e oradores mais famosos e, conseqüentemente, mais requisitados no mundo secular, têm um “cachê” maior. Aí está o perigo. Esta regra está se inserindo no nosso meio. Cultos podem estar sendo substituídos por shows, e adoração e louvor por apresentações especiais. Estrelas podem estar surgindo nesta Seara, onde, pela profecia divina, poucos são os trabalhadores.



Dia desses recebi um telefonema de um coordenador de juventude, que no desejo de que eu fosse pregar em seu congresso, perguntou-me qual seria o “cachê” para estar lá 3 dias. Respondi antes que me desse a data e os detalhes: Não vou! Claro que fiz isto em tom amistoso, mas na seqüência expliquei a ele que esse negócio de “cachê” não faz bem ao nosso meio e que ele poderia como amigo, até me dar uma ajuda de custo, diante do deslocamento e das despesas que teria, mas a forma como foi colocada a abordagem caracterizava uma espécie de comércio, de negócio, “toma lá, dá cá”. Qualquer pessoa de bom senso sabe que todos nós temos despesas, sustentamos família, e que precisamos de dinheiro. Aí alguns cantores e pregadores dirão: ...é, mas alguns não têm esse bom senso. E é verdade. Em ambas as pontas existem os mal intencionados, os “Judas da vida”, contudo isto não justifica aqueles que têm o ministério divino do cântico ou da pregação, agirem como o mundo.



Há nesta “química”, uma diferença sutil entre o mundo e a igreja que os homens carnais e naturais não conseguem divisar. Os detentores da chamada divina para pregar ou para exercer o ministério do louvor, enfim, os requisitados para “testemunhar” a palavra precisam deste discernimento, para não serem envolvidos pelo “sucesso”. Com isso, poderão ter inúmeros problemas, calotes, dificuldades financeiras. Já levei muitos calotes. Alguns dão por inocência, outros premeditados. Fazer o quê?! Quando isto acontece, aceito como permissão e provação divinas, parte do processo da maturidade. Com o tempo aprendi que nem sempre os recursos de Deus vêm de onde a gente espera.



É bom lembrar aqui, aquela experiência de Pedro que, orientado por Jesus, pescou um peixe e, pasmem, na boca dele tinha dinheiro suficiente para pagar as contas dos discípulos (Mat 17:27). Outro exemplo interessante é a experiência do profeta Elias que, na crise, foi alimentado por urubus (corvo é primo do urubu), que de manhã e à tarde traziam pão e carne ao homem de Deus (I Rs 17:04), para escândalo e nojo da nova geração dos “mauricinhos e patricinhas” que se formam nas portas das igrejas (intituladas hoje de tribos), freqüentadores dos “fast foods”, de “shopping centers” após os términos dos cultos.



Voltando ao assunto, onde está o perigo nisto tudo? Está na “materialização” do nosso ministério. Na “mercenarização” de nossa chamada divina. Não foi sem razão Jesus ter se indignado, a ponto de dar chicotadas naquela corja de cambistas que se instalou na porta do templo, e que se aproveitava da lei da oferta e da procura, inflacionando a venda de animais para o sacrifício, ou no câmbio das moedas, explorando os fiéis penitentes que visitavam, Jerusalém (Mt 21:12).



Fica aqui um ponto para reflexão e debates, aos cristãos escritores, pregadores e cantores, que já estão a exigir camarins especiais, cachês altíssimos, “limusines” e tapetes vermelhos na porta dos aeroportos (Viaje pela TAM). Vale aqui um pouco de humor e, por favor, não há nenhum sentimento de dedo em riste. Apenas uma reflexão, para não nos desviarmos da rota estabelecida por Jesus: “Quem quiser seguir após mim, tome a sua cruz e siga-me”(Mt 16:24). Preocupa-me aquela outra terrível frase que será dita naquele dia a alguns que hoje estão pregando, cantando, expulsando demônios, pastoreando: “Apartai-vos de mim, vós que praticaste a iniqüidade. (Mt 25:41) (iniqüidade = pecado premeditado).



Falo àqueles que querem ter discernimento, que realmente querem exercer o chamado de Cristo, para que depois não cobrem de mim, dizendo que nunca alguém os advertiu. Aos outros, por favor, ignorem o que escrevi, façam de conta que nem existo.



Por Pr. Hidezaku Takayama


Continue, não pare não desista. A sua presença aqui é muito agradável.
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strutz



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inscrito em : 04/07/2011
Idade : 46
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MensagemAssunto: Re: O Discernimento do Ministério do Louvor e da Pregação   Dom 31 Jul 2011, 23:25

Aleluia!...

infelizmente irmão o negócio que está dando mais lucro Hoje é Jesus Cristo, mas esses que querem tirar proveito do evangelho de Cristo é porque esperam no Senhor somente nessa vida, e Paulo escreve dessa forma a igreja de Coríntios.
"Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens." (I Coríntios 15 : 19)

Hebreus 13:5-6
Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes; porque ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei.
De modo que com plena confiança digamos: O Senhor é quem me ajuda, não temerei; que me fará o homem?

A palavra de Paulo a Timóteo.
I Timóteo 6:3-12

Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade,
é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, injúrias, suspeitas maliciosas,
disputas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade é fonte de lucro;
e, de fato, é grande fonte de lucro a piedade com o contentamento.
Porque nada trouxe para este mundo, e nada podemos daqui levar;
tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes.
Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição.
Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.
Peleja a boa peleja da fé, apodera-te da vida eterna, para a qual foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas.


Amém...


Deus abençoe a vc e a toda sua família Antonio Claudio.

"Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai." ( Mateus 10:8 )

Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!
Logo, que prêmio tenho? Que, evangelizando, proponha de graça o evangelho de Cristo para não abusar do meu poder no evangelho. (I Coríntios 9:16, 18)


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